Reino Unido com mais 813 mortes ultrapassa os 20 mil óbitos

Autoridades sanitárias lançaram este sábado uma campanha pedindo às pessoas que tenham sintomas de outras doenças que procurem assistência médica, depois de uma quebra de mais de 50% nos serviços de urgência.

O número total de casos de contágio, contabilizado até às 09:00 da manhã deste sábado (mesma hora em Lisboa), é agora de 148 377, mais 4 913 do que no dia anterior, referiu a mesma fonte.

Os números das mortes referem-se a óbitos registados até às 17:00 da véspera apenas em hospitais e são compilados a partir de dados das direções regionais de Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte.

Em meados de março, quando o Reino Unido intensificou as medidas de distanciamento social com o objetivo de "suprimir" o contágio, mas antes de decretar o confinamento, o consultor científico do governo, Patrick Vallance disse que conter o número de mortes abaixo de 20 000 seria "um bom resultado" tendo em conta que a gripe sazonal mata todos os anos seja cerca de 8.000 pessoas no país.

Entretanto, as autoridades sanitárias britânicas lançaram este sábado uma campanha de informação dizendo às pessoas para recorrerem ao serviço de saúde público (NHS, na sigla em inglês) se tiverem sintomas de outras doenças para além da covid-19.

A queda em quase 50% da procura dos serviços de urgência nos hospitais em Inglaterra, durante o mês de abril, em comparação com idêntico período do ano passado tem adensado os receios de que pessoas com doenças como o cancro não estejam a ser acompanhadas.

A organização de luta contra o cancro Cancer Research UK estima que 2 250 novos casos poderão passar despercebidos todas as semanas, em parte porque as pessoas têm receio de ir aos hospitais com medo de serem contagiadas ou de sobrecarregar o sistema.

O chefe-executivo do NHS, Simon Stevens, alertou que "ignorar problemas pode ter consequências graves, agora ou no futuro".

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