Rapaz de quatro anos condenado a prisão perpétua

A criança estava acusada de homicídio, vandalismo e destruição de propriedade pública. Crime teria ocorrido há dois anos

Ahmed Mansour Karni teria apenas dois anos quando se deram os crimes de que foi acusado e condenado, na terça-feira, num tribunal do Egito, a prisão perpétua. Agora tem quatro anos e é uma das 115 pessoas condenadas por homicídio, vandalismo e destruição de propriedade pública.

O nome do menino foi incluído pelas autoridades na extensa lista de acusados que participaram numa manifestação que acabou em violência, no Cairo. O advogado do rapaz, Ramadan Farhat, tentou mostrar a certidão de nascimento da criança, que entregou para provar a idade, mas depois o processo transitou para um tribunal militar.

O documento, segundo conta, citado pelo TeleSur, foi entregue mal o seu nome foi incluído pelas autoridades na lista de acusados, mas depois o processo transitou para um tribunal militar e a criança sentenciada sem estar presente.

Os ativistas dos direitos humanos falam numa "decisão cega" e do "último absurdo do sistema legal egípcio".

O processo está ligado às ações de oposição ao regime do presidente Abdel Fattahh al-Sisi.

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