Qatar tem milhares de contas no Twitter a apelar à revolta

A Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos, o Bahrein e o Egito impuseram sanções ao emirado, que acusam de apoiar o terrorismo.

O Qatar tem mais de 23 mil contas na rede social Twitter a apelar à revolta na Arábia Saudita, quando os dois países mantêm um braço de ferro, disse hoje à agência de notícias France-Presse fonte oficial saudita.

Entre estas contas figura um misterioso @mujtahidd, especializado nos segredos da família real saudita, e que é seguido por mais de 1,8 milhões de pessoas, indicou o ministro da Informação saudita, Awwas Saleh Alawwad, que se encontra em visita a Paris, no âmbito de um périplo pela Europa.

A Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos, o Bahrein e o Egito impuseram, desde 05 de junho, sanções ao emirado, um país onde a exploração do gás garante receitas avultadas, que acusam de apoiar o terrorismo.

Entre outras exigências, reclamam que o Qatar encerre a cadeia de televisão Al-Jazeera e que rompa as suas ligações com grupos islamitas.

"Nós identificámos mais de 23.000 contas no Twitter, apoiadas pelo Qatar, algumas das quais relacionadas com contas que apelam à 'revolução' na Arábia Saudita", declarou o governante saudita.

Segundo o ministro, o pequeno emirado estaria por trás de contas do Twitter que incentivavam protestos no reino em 21 de abril e 02 de junho, em pleno mês de jejum do Ramadão.

"Estas ações falharam" na Arábia Saudita, onde a utilização do Twitter é muito generalizada.

Quanto à conta de @mujtahidd, que se mobilizou a favor do Qatar após o início da crise diplomática com os seus vizinhos, o ministro afirmou que quem está por trás é Saad Al-Faqih, um dissidente saudita baseado em Londres, "e o Qatar".

Naquela conta, foi publicado recentemente que a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos pretendiam, no início de junho, derrubar o emir do Qatar, xeque Tamin Bin Hamad Al Thani, e substituí-lo por um membro da família regente que lhes é próximo, mas não avançaram por causa de pressões dos Estados Unidos.

Algumas informações divulgadas por esta página revelaram-se falsas, mas outras são pertinentes, como quando foi anunciada a morte do rei Abdullah, da Arábia Saudita, algumas horas antes do anúncio oficial, a 23 de janeiro de 2015.

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