PSOE sobe e Ciudadanos é o partido que cai mais em Espanha

Barómetro do Centro de Investigaciones Sociológicas foi realizado antes de o líder do PSOE, Pedro Sánchez, ter falhado a investidura como primeiro-ministro de Espanha

O PSOE cresce, o PP segura o segundo lugar, o Unidas Podemos sobe ligeiramente, tal como a ERC, o Vox cai e o Ciudadanos é a formação política que mais intenções de votos perdeu em Espanha no espaço de um mês. Estas são as principais conclusões do barómetro do Centro de Investigaciones Sociológicas (CIS). Este, porém, foi realizado no início de julho, antes de o líder dos socialistas, Pedro Sánchez, falhar a investidura como primeiro-ministro.

Segundo os dados hoje divulgados pelo El País, o PSOE passa de 39,5%, em junho, para 41,3%, em julho. O PP de Pablo Casado mantém-se nos 13,7%, a Unidas Podemos de Pablo Iglesias sobe dos 12,5% para os 13,1%, o Ciudadanos de Albert Rivera cai de 15,8% para 12,3%, o Vox de Santiago Abascal desce de 5,1% para 4,6%, a Esquerda Republicana da Catalunha de Oriol Junqueras (atualmente preso e em julgamento) sobe de 3,9% para 4,5%.

Sobre os principais problemas que preocupam os espanhóis, a política é a segunda maior preocupação, a seguir ao desemprego. 38,7% dos inquiridos, para este barómetro do CIS, apontaram a política como a sua maior preocupação. Depois de ter ido a eleições a 28 de abril, Espanha ainda não conseguiu ter um novo governo, devido à falta de maioria absoluta por parte de um partido - ou bloco de partidos - bem como à ausência de um entendimento para haver coligação. Se não existir um acordo até setembro, os espanhóis irão novamente às urnas, possivelmente no dia 10 de novembro.

Em relação a uma possível fórmula que permitisse dotar Espanha de um novo Executivo, 26,4% dos inquiridos defende um governo de coligação entre o PSOE e o Unidas Podemos, 20,2% prefere um governo minoritário do PSOE com apoios pontuais de outros partidos, entre os quais o Unidas Podemos, 16,1% quer um governo do PSOE+Ciudadanos, hipótese que está afastada desde que Rivera decidiu colocar um cordão sanitário à volta do partido de Sánchez. E desde que ele e o primeiro-ministro socialista em funções trocaram violentos insultos nos debates televisivos e de investidura,

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