Primeiro-ministro francês gastou 350 mil euros numa viagem para Paris

Edouard Philippe assume toda a responsabilidade da decisão e diz que não havia outra alternativa

O primeiro-ministro francês, Edouard Philippe, defendeu esta quarta-feira a decisão de alugar um jato privado, em que gastou 350 mil euros, para voltar do Japão para a França. Políticos da oposição criticaram o comportamento do primeiro-ministro francês e uma organização não-governamental, a Anticor, que foca o seu trabalho na corrupção financeira na política, acusa Edouard Philippe de não seguir o exemplo e as palavras do Presidente francês, Emmanuel Macron, que tem pedido comportamento exemplar no que toca aos gastos governamentais.

O próprio Macron foi bastante criticado no início deste mês ao celebrar o seu 40.º aniversário num palácio, tendo depois justificado que tudo foi pago por ele e pela mulher.

Entretanto, Philippe reconheceu, em declarações à rádio RTL, que ele e a sua delegação viajaram de Tóquio para Paris, depois de uma viagem oficial à Nova Caledónia, o que custou 350 mil euros. Diz que se viu obrigado a tal. "Entendo a surpresa e as questões dos franceses. Sabíamos que não havia qualquer voo comercial e precisávamos regressar, porque o Presidente ia partir para a Argélia. A regra é, sempre que possível, o primeiro-ministro ou o Presidente devem estar em território nacional. Assumo toda a responsabilidade", afirmou, de acordo com a Reuters.

Karim Bouamrane, porta-voz dos socialistas franceses, afirmou que o voo em questão mostra "amadorismo" no que toca à capacidade de organização da equipa do primeiro-ministro francês.

Em agosto, Emmanuel Macron viu-se envolvido em polémica depois de ter sido relatado que gastou 26 mil euros em maquilhagem durante os seus primeiros 100 dias de governação.

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