Primeiro-ministro da Hungria diz que apoiaria candidata búlgara à ONU

Viktor Orban disse que esta é uma oportunidade para os países da Europa Central e de Leste nomearem um candidato e que estes países não devem apoiar os concorrentes de outras regiões

O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, declarou hoje que o seu país apoiaria de bom grado uma candidatura da comissária europeia búlgara Kristalina Georgieva ao cargo de secretária-geral da ONU, ao qual concorre o português António Guterres.

Orban, que falava durante uma visita hoje à Bulgária, afirmou que existe uma "oportunidade histórica para que os países da Europa Central e de Leste possam nomear um candidato".

"A Bulgária tem muitas mulheres que são respeitadas no mundo e que têm talento. No entanto, a decisão sobre quem a Bulgária vai nomear compete à Bulgária", disse Orban, citado pelo jornal Sofia Times na sua edição em inglês.

O chefe de Governo húngaro acrescentou que se a atual candidata da Bulgária, Irina Bokova, não reunir apoios suficientes, os países da região não deveriam dar o apoio a outros candidatos, nos quais se inclui o ex-primeiro-ministro português António Guterres.

"Não devemos dar a oportunidade a outros, mas sim mantê-la para os países desta região", disse Viktor Orban.

Não devemos dar a oportunidade a outros, mas sim mantê-la para os países desta região

"Nós respeitamos a comissária Georgiev, ela conquistou um grande respeito para ela própria e para a Bulgária e nós, de bom grado, a apoiaríamos. (...) Mas quem a Bulgária vai nomear é um tema para o Governo búlgaro. A oportunidade da Europa Central está nas mãos da Bulgária", realçou.

Na terça-feira, o primeiro-ministro búlgaro, Boiko Borissov, disse em Conselho de Ministros que a Bulgária vai continuar a apoiar a candidatura de Irina Bokova, pelo menos até 26 de setembro.

Caso nessa data Bokova não fique entre os dois primeiros candidatos nas votações da ONU (António Guterres venceu as quatro realizadas até ao momento), o Governo búlgaro vai repensar o assunto, realçou Borissov.

A melhor colocação de Bokova nas votações da ONU para secretário-geral foi um terceiro lugar, ex-aequo. Na mais recente votação ficou em quinto, com sete votos entre os 15 membros do Conselho de Segurança, dois votos abaixo do mínimo para ter hipóteses reais na votação final.

A escolha de um secretário-geral da ONU para suceder a Ban Ki-moon a partir de 01 de janeiro de 2017 deverá resultar de um compromisso entre os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança. As possibilidades dos vários candidatos ficam mais claras a partir da votação de 26 de setembro, na qual os votos já serão lançados com boletins de voto com um código de cores.

No fim de semana passado, os media internacionais deram conta de uma eventual iniciativa - com apoio da Alemanha - de três países, a Hungria, a Letónia e a Croácia, para nomear Georgieva.

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