"Organizador" de atentado retira confissão de culpa

Um dos presumíveis organizadores do atentado do passado dia 03 contra o metro de São Petersburgo, na Rússia, em que morreram 14 pessoas, retratou-se hoje, perante um juiz, da sua anunciada confissão de culpa.

"Não estou contra a minha detenção, mas nunca disse que participara na explosão. Participei, mas não diretamente", disse Abror Azímov, detido na segunda-feira na região de Moscovo como suspeito de organizar o atentado suicida, segundo os 'media' locais.

Deram-me ordens. Não estava consciente de que era cúmplice de uma ação terrorista

O suspeito, cidadão russo, embora oriundo da Ásia Central, não revelou a identidade da pessoa que lhe deu a alegada ordem.

Antes da audiência, o advogado do suspeito, Armén Zadoyán, dissera à imprensa que o seu cliente, reconhecia a sua culpa "na sua totalidade".

Azímov, de 27 anos, é suspeito de terrorismo e posse ilegal de substâncias explosivas.

Segundo o Serviço Federal de Segurança (FSB, que sucedeu ao KGB), Azímov preparou o terrorista suicida Akbarjon Djalilov, de 22 anos e natural do Quirguistão, que supostamente morreu no ataque.

Segundo o FSB, pelo menos oito outras pessoas foram detidas na sequência do atentado

O Presidente russo, Vladimir Putin, já admitiu que as medidas para enfrentar o terrorismo continuam pouco eficazes, reconhecendo que a melhor prova da falta de eficácia é o atentado contra o metro na sua cidade natal.

A Rússia não sofria um atentado desta magnitude no seu território desde dezembro de 2013, quando dois suicidas mataram 34 pessoas numa estação de comboios e num autocarro em Volgogrado, antiga Estalinegrado.

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