Presidente francês ameaça proibir manifestações após protesto violento em Paris

Quarenta pessoas ficaram feridas na terça-feira em violentos protestos contra a reforma da lei laboral

O Presidente francês, François Hollande, ameaçou hoje proibir manifestações, um dia depois de violentos protestos em Paris contra a reforma laboral que o governo prometeu aprovar independentemente da contestação.

"Numa altura em que a França acolhe o Euro (campeonato de futebol europeu), em que enfrenta o terrorismo, as manifestações não serão autorizadas se as condições de preservação dos bens e das pessoas e da propriedade pública não forem garantidas", declarou o chefe de Estado no Conselho de Ministros, segundo o porta-voz do governo Stéphane Le Foll.

Quarenta pessoas ficaram feridas, entre as quais 29 polícias, e 44 foram detidas na manifestação em Paris, que segundo a polícia juntou um máximo de 80.000 pessoas e segundo a federação sindical CGT reuniu 1,3 milhões de manifestantes.

Desde março que a reforma sobre a lei laboral está no centro de uma viva, e por vezes violenta, contestação.

As greves de terça-feira fecharam a Torre Eiffel e interromperam ligações de transportes e, nos últimos meses, têm perturbado fortemente os transportes aéreos e ferroviários e já causaram falta de combustível e fizeram o lixo amontoar-se nas ruas de Paris.

A reforma laboral apresentada como um modo de flexibilizar o mercado de trabalho e reduzir o desemprego é vista pelos manifestantes como conduzindo a mais precariedade.

Dois outros protestos estão marcados até ao final do mês.

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