Polícia prende assassino conhecido como "Jack, o Estripador" da China

O alegado assassino em série terá feito 11 vítimas entre 1988 e 2002

A polícia de Gansu, província do noroeste da China, capturou um alegado assassino em série, acusado de ter violado e assassinado 11 vítimas, entre as quais uma menina de oito anos, avançou a imprensa estatal.

Gao Chengyong, de 52 anos, foi detido na sexta-feira, quando se encontrava num supermercado, na cidade de Baiyin, onde ocorreram nove dos assassinatos.

De acordo com o ministério de Segurança Pública da China, o suspeito confessou os crimes, cometidos entre 1988 e 2002, em Gansu e na região autónoma da Mongólia Interior.

A polícia alega que as vítimas de Gao eram raparigas novas, que vestiam de vermelho quando foram mortas, e que este seguia até casa, para violar e assassinar, descreve o jornal oficial China Daily.

Devido ao método de atuação de Gao, que envolvia mutilar as vítimas, a imprensa chinesa refere-se a este como "Jack, o Estripador" da China, numa referência ao assassino em série não identificado que agia em Londres, no final do século XIX.

Segundo os relatos na imprensa chinesa, as notícias sobre os assassinatos terão causado uma onda de pânico em Baiyin, levando a que muitas mulheres deixassem de sair de casa sozinhas.

Em dezembro de 2004, a polícia local avançou com uma recompensa de 200.000 yuan (26.742 euros) por informação que levasse à captura do assassino.

"O suspeito tem uma perversão sexual e odeia mulheres", referiu então a polícia, ao traçar o perfil do assassino, acrescentando que ele "vive só, não é sociável, mas é paciente" e tinha "entre 33 e 40 anos".

A polícia acabou por identificar que todos os crimes foram cometidos pela mesma pessoa, através da recolha do ADN, impressões digitais e pegadas.

Em março deste ano, o Gabinete de Investigação criminal da China lançou uma nova investigação, utilizando as últimas tecnologias, para reexaminar o ADN e as evidências biológicas.

A detenção surgiu após o tio de Gao ter sido colocado em prisão domiciliária, em Baiyin, por crimes menores e o seu ADN recolhido e testado. A polícia descobriu então que o assassino era familiar deste.

As autoridades identificaram então que se tratava de Gao, que vive em Lanzhou, a capital de Gansu.

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