Podemos não vai sancionar porta-voz que faltou a votação por estar na televisão

A direção do partido entendeu que Rámon Espinar, porta-voz no senado, "estava a trabalhar" e que por isso não pôde estar presente no momento em que a oposição aprovou uma lei histórica na Assembleia de Madrid.

No passado dia 17 a Assembleia de Madrid preparava-se para aprovar, pela primeira vez, uma proposta de lei avançada pelos grupos da oposição mas o acontecimento ficou marcado pela ausência de três parlamentares.

Os três membros do Podemos que não assistiram à votação, Rámon Espinar, Pablo Padilla Estrada e Jazmin Beirak Ulanosky, eram todos eles, porta-vozes do partido.

O primeiro "participava em direto num programa de televisão" e os restantes "estavam numa reunião e não se aperceberam" que decorria uma votação. Quem o diz é outro porta-voz do Podemos que explica que o partido não vai aplicar sanções porque os três deputados "estavam a trabalhar".

A ausência de Rámon foi a mais notada uma vez que o próprio é porta-voz do grupo parlamentar no Senado.

Em causa estava a aprovação de uma lei que incidia sobre a identidade, expressão de género e igualdade social nas comunidades da capital espanhola.

A Assembleia de Madrid não pode penalizar um parlamentar por estar ausente durante uma votação.

As sanções a quem não cumpra com as suas funções dizem respeito aos partidos políticos a que pertencem e devem respeitar os respetivos regulamentos internos.

Apesar da ausência dos parlamentares, a lei foi aprovada sem grandes dificuldades graças à abstenção do Partido Popular do primeiro-ministro Mariano Rajoy.

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