Pai que dizia ter posto filha de castigo na rua admite tê-la feito sufocar

Sherin Mathews, de três anos, estava desaparecida desde 7 de outubro. Pai dizia que a tinha posto de castigo na rua de madrugada e ela desaparecera. Mas entregou-se quando o corpo foi encontrado

O pai da criança que foi dada como desaparecida depois de ter sido posta na rua foi, afinal, o responsável pela morte da menina de três anos. Segundo a imprensa norte-americana, que cita a polícia de Richardson, Texas, Wesley Mathews admitiu que obrigou a filha a beber leite e, quando esta recusou, forçou-a até que a criança sufocou e acabou por morrer.

Na segunda-feira, um corpo que depois foi identificado como o de Sherin Mathews foi encontrado não muito longe da casa de onde a criança tinha desaparecido. Foi então que o pai de Sherin mudou a versão dos acontecimentos que transmitira às autoridades.

Primeiro, tinha dito que a criança desaparecera depois de a pôr de castigo fora de casa, às três da manhã do dia 7 de outubro, porque Sherin não queria beber o leite. Mas acabou por admitir que ficou frustrado quando a criança não quis comer, tendo-a obrigado com recurso a violência, de tal forma que a menina não resistiu. Acrescentou ainda que ele e a mulher alimentavam a filha, que tinha problemas de desenvolvimento e malnutrição, mediante um regime especial para ganhar peso e por isso lhe davam de comer também durante a noite.

Mathews disse à polícia que a filha não o ouvia e que a "auxiliou fisicamente" a beber o leite até que ela "começou a sufocar". "Ela estava a tossir e a respiração dela abrandou", terá afirmado, segundo o relatório da polícia. A mãe estaria a dormir durante o episódio.

As autoridades confirmaram na terça-feira que o corpo encontrado a menos de um quilómetro da casa dos pais era o de Sherin, e Wesley Mathews entregou-se. O homem já tinha sido detido, por colocar a filha em perigo, mas fora libertado sob fiança, tendo agora ficado sob custódia das autoridades por provocar ferimentos a uma criança. Incorre numa pena de prisão perpétua.

Sherin, que vivera num orfanato na Índia, tinha sido adotada há cerca de dois anos pelo casal Mathews, de origem indiana. As autoridades ainda não divulgaram os resultados da autópsia, que indicarão a causa da morte.

Os Mathews têm ainda uma filha biológica, de quatro anos, que lhes foi retirada e colocada ao cuidado dos serviços da proteção de menores.

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