Pai de criança salva por imigrante ilegal ficou a jogar Pokemon GO

Menino de quatro anos e meio foi salvo por um imigrante ilegal recebido por Emmanuel Macron no Eliseu. O pai, claro está, foi detido

Foi um caso que apaixonou a França e não só. Como pode ler aqui um jovem maliano de 22 anos imigrante ilegal em França salvou um menino de quatro anos que ficou pendurado na varanda depois de ter caído da janela.

Mamoudou Gassama, assim se chama o herói, trepou varandas e salvou o menino que ficou sozinho, sem qualquer supervisão, porque o pai, com quem vivia, não estava em casa.

Nesta segunda-feira ficou a saber-se que o caso ainda é mais complexo. "O pai mora na França com o menino de quatro anos e meio. A mãe está na ilha de Reunião com outra parte da família. O pai deixou o menino em casa porque foi fazer compras, mas depois de deixar o supermercado ainda decidiu jogar Pokémon Go ", revelou François Molins, promotor da República de Paris sobre o pai da criança que foi imediatamente detido.

Já o jovem herói Mamoudou Gassama foi recebido esta segunda-feira no Eliseu pelo presidente Emmanuel Macron, vai ser naturalizado e integrado numa corporação de bombeiros.

O Presidente do Mali, Ibrahim Boubacar Keïta, e uma associação de migrantes saudaram hoje a coragem de um cidadão maliano indocumentado que salvou uma criança de cair de um prédio em Paris, o que lhe valeu a legalização.

Mas, tal como o presidente da Associação Maliana dos Expatriados (AME), Ousmane Diarra, "muito orgulhoso" do compatriota, muitos lamentam que tenha sido necessário um ato tão excecional para obter uma regularização que outros jovens africanos aguardam por vezes em vão durante "mais de dez ou 15 anos".

"Não devia ser preciso esperar [a oportunidade de] salvar um francês para ser naturalizado francês", sustentou Diarra, apelando para que "se reveja e altere a política europeia sobre a migração e a política francesa, em particular".

Na sua conta da rede social Twitter, o Presidente maliano, que telefonou a Mamoudou Gassama para o felicitar, descreveu-o como "um digno e corajoso filho do Mali".

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