"Obrigado por trabalhar neste momento difícil". Cliente deixa gorjeta de mil dólares em restaurante

Empregados de mesa só se aperceberam da situação depois de o cliente, que frequenta o estabelecimento desde 2001 se ter ido embora. "Isto restaurou a minha fé na humanidade. Agora, sei que os nossos esforços não estão a ser em vão", diz o proprietário.

Mil dólares são aproximadamente 885 euros e foi este o valor da gorjeta que um cliente deixou num restaurante no estado de New Jersey, nos Estados Unidos da América. O dinheiro vinha acompanhado por uma nota de agradecimento ao estabelecimento que continua a funcionar em tempo de pandemia.

"O cliente e a sua família comeram e foram-se embora sem dizer nada", contou Arnold Teixeira, o proprietário do restaurante The Starving Artist, em Ocean Grove, New Jersey, à cadeia de televisão norte-americana CNN. "Quando a empregada de mesa viu a gorjeta começou a chorar. Outro dos meus empregados aproximou-se, viu e também começou a chorar. Depois fui que vi e também não consegui conter as lágrimas. Foi muito emocionante, porque têm sido tempos muito difíceis".

O cliente em questão não quis ser identificado, mas já é conhecido no restaurante, uma vez que costuma lá ir desde 2001. Desta vez, a conta era de 43,18 dólares por um pequeno-almoço. Ao lado do pagamento, na mesa, estava a gorjeta de mil dólares e ainda um bilhete onde se pode ler, a partir das fotografias captadas pela CNN: "Obrigado por trabalhar neste momento difícil. Estamos gratos pela vossa comida deliciosa, pelos sorrisos calorosos e o excelente ambiente. Agradecemos a todos. Não seria um bom verão sem o The Starving Artist".

A nota pedia ainda que os mil dólares fossem divididos por toda a equipa, o que, segundo Arnold Teixeira, aconteceu. Todos os sete empregados receberam uma parte, sendo que o proprietário ficou de fora, por sua iniciativa.

O restaurante The Starving Artist existe há 21 anos e teve de fechar temporariamente por causa da pandemia da covid-19, tendo ficado - à semelhança do que está a acontecer com praticamente todos os estabelecimentos - numa situação económica frágil. "As coisas continuam a piorar. Cheguei a uma altura em que me comecei a preparar para a possibilidade de não sermos capazes de voltar a abrir. Agora, não estamos a ganhar nem 50% daquilo que costumamos no verão", disse Arnold Teixeira, sem esconder que o gesto do cliente lhe deu alento para continuar. "Isto restaurou a minha fé na humanidade. Agora, sei que os nossos esforços não estão a ser em vão".

Os Estados Unidos da América são o país do mundo com a maior concentração de casos (3 355 781) e de mortes (137 403) por causa da covid-19, continuando a bater recordes diários de números de infeções. Nas últimas 24 horas, foram confirmados mais 66 261 casos e 760 vítimas mortais, de acordo com um balanço da Universidade Johns Hopkins.

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