O milagre de Larry Kelly! Do coma à cura em 128 dias, 51 ligado a um ventilador

O norte-americano de 64 anos teve alta na quinta-feira. Médicos chegaram a chamar a família para desligar as máquinas. Esteve em coma e acordou no domingo de Páscoa, dia em que morreram 527 pessoas em Nova Iorque.

A certa altura, Larry Kelly foi considerado o paciente em pior estado no Hospital Mount Sinai, em Nova Iorque. Um dia depois de ser admitido, foi ligado a um ventilador enquanto o covid-19 lhe devastava os pulmões. Sofreu convulsões e piorou dia após dia, ao ponto de os médicos pensarem em desligar as máquinas de suporte de vida. Nesta quinta-feira, depois de 128 dias internados, 51 deles ligado a um ventilador, voltou para casa curado e ganhou a alcunha de "Milagre Larry".

Quando Kelly, diretor de um colégio reformado, testou positivo para coronavírus, em março, apenas se sentia meio constipado, mas foi logo internado. Depois piorou de dia para dia. "Enquanto estava em coma, tive pneumonia nos dois pulmões", disse à CNN o homem de 64 anos, revelando depois como foi tratado: "Eu estava agitado, então deram-me fentanil para me acalmar. Fiquei viciado em fentanil e tiveram de me dar metadona, mas tive uma hemorragia cerebral maciça, que, segundo os médicos, cobria todo o meu cérebro."

Foi nesta altura que os médicos chamaram a mulher de Larry, a filha e o irmão, sugerindo tirá-lo do suporte de vida para se despedirem dele. "Ele estava ligado a muitos monitores. Tubos por toda parte. Parecia horrível", revelou a filha Jackie Kelly. A mulher ao ver o corpo frágil do marido sentiu-se mal, mas depois lembrou-se do último texto que ele lhe havia enviado antes de ele ser colocado no ventilador - "Prometo que nunca vou parar de lutar" - e pediu aos médicos para esperarem.

Com o apoio da família e o trabalho da equipa médica, Kelly finalmente abriu os olhos no domingo de Páscoa, dia em que morreram 527 pessoa em Nova Iorque. "Eu tenho muita sorte. As pessoas estavam a morrer ao meu redor e eu não morri. Isso é um milagre? Eu não sei, mas esta doença afeta não apenas indivíduos, mas toda a família", disse o nova-iorquino, pedindo aos norte-americanos que usem máscara.

Depois de ter alta da UTI, Larry foi transferido para uma instalação de vida assistida, onde trabalhou com três terapeutas diferentes - fala, físico e ocupacional - para recuperar.

E nesta quinta-feira foi para casa livre de covid-19 e ansioso por uma "refeição caseira".

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