Multimilionário chinês arrisca ser acusado de violação nos Estados Unidos

Fundador de gigante do comércio eletrónico JD.Com pode ser acusado de ter violado uma estudante chinesa no Minesota, em agosto, mas já regressou à China e dificilmente será extraditado

Richard Liu, o multimilionário chinês que fundou a gigante do comércio eletrónico JD.com, arrisca ser acusado de violação nos Estados Unidos. Em causa, segundo a CNN, está o alegado abuso em agosto de uma estudante, também chinesa, da Carlson School of Management, da Universidade do Minesota, onde o executivo estava a fazer um doutoramento em Gestão.

A alegada violação terá acontecido no apartamento da estudante, depois de um jantar em que os dois estiveram presentes. Liu, de 45 anos, chegou a ser detido pela polícia em agosto, depois de ter sido denunciado pela estudante de 21 anos. No entanto foi libertado sem acusação, regressando de imediato ao seu país.

Jill Brisbois, advogado do empresário, garante que o seu cliente é inocente e que isso mesmo será demonstrado em breve, prometendo divulgar um depoimento de Liu quando a investigação estiver concluída.

A possível acusação surge num momento complexo nas relações entre os Estados Unidos e a China devido à detenção no Canadá em novembro, a pedido das autoridades norte-americanas, da executiva da Huawei Meng Wanzhou, por suspeitas de que a empresa terá contornado as sanções económicas ao Irão. A diretora financeira da tecnológica chinesa foi posta em liberdade com pulseira eletrónica no passado dia 11, depois de um conjunto de residentes da região de Vancouver se ter oferecido para garantir em conjunto a fiança de cerca de dois milhões de euros. No entanto, Pequim continua a exigir insistentemente o seu regresso ao país.

Tal como Wanzhou, Richard Liu é uma personalidade de relevo na China, tendo fundado há 20 anos uma empresa que hoje vale 26 mil milhões de euros e é a principal rival da ALIBABA no mercado do comércio eletrónico de produtos chineses.

Tendo em conta a atual tensão entre os dois países, bem como ausência de acordos de extradição entre estes, as hipóteses de vir a ser julgado nos Estados Unidos são praticamente nulas.

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