Ministro das Finanças francês nega acusações de violação

Gérald Darmanin considerou que "quando se sobe na hierarquia política é de esperar este tipo de baixarias"

O ministro das Finanças francês, Gérald Darmanin, negou as acusações de violação de que é alvo e que levaram ao debate político sobre a sua permanência no Governo em França.

Gérald Darmanin disse hoje numa entrevista transmitida às televisões RMC e BFMTV, que não pensou em renunciar ao cargo e que mantém a confiança do Presidente, Emmanuel Macron, e do primeiro-ministro, Edouard Philippe.

Questionado sobre se o processo de "abuso" que a justiça está a investigar, Darmanin disse que não sabe quem o acusou ou, precisamente, de quê.

"Nunca abusei de nenhuma mulher ou abusei do meu poder", disse o chefe do Tesouro, adiantando confiar na justiça para que tudo seja esclarecido, mas salientou que a primeira queixa de violação "foi arquivada duas vezes em oito meses ".

O responsável reconheceu que esta situação "não é fácil de viver", mas é algo que acontece também com outras pessoas, e não apenas com os políticos.

Ainda assim, Gérald Darmanin considerou que "quando se sobe na hierarquia política é de esperar este tipo de baixarias" e reivindicou o direito "à presunção de inocência".

A regra que Macron instituiu é que um membro do executivo deve demitir-se, se for imputado.

A 15 de janeiro, Gérald Darmanin revelou ter sido alvo de um inquérito preliminar, na primavera de 2017, no seguimento de uma ação na qual, disse, era acusado de "abuso de fragilidade, abuso de poder e possivelmente de violação".

Este inquérito foi encerrado em julho de 2017, com a queixosa a não responder às convocações dos investigadores que pretendiam ouvir o seu testemunho.

A mulher de 46 anos, porém, segundo o Le Monde, relançou as investigações em janeiro, ao apresentar uma nova ação nos tribunais de Paris.

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