Furacão Dorian já fez cinco mortos nas Bahamas

Furacão faz vítimas mortais, nas Bahamas, uma delas será um rapaz de oito anos. Autoridades dizem haver também dezenas de feridos. Equipas de socorro estão a ter dificuldades em dar resposta a todos os pedidos de ajuda.

O primeiro-ministro das Bahamas, Hubert Minnis, já veio dizer que o furacão Dorian fez, pelo menos, cinco mortos nas ilhas Abacos, o primeiro ponto do arquipélago atingido pelo furacão, que continua a flagelar a região.

Minnis referiu ainda duas dezenas de feridos, bem como pessoas na ilha próxima Grande Bahama em sérias dificuldades. Adiantou que as equipas de socorro darão resposta aos pedidos de ajuda assim que as condições climáticas o permitam.

"Estamos no meio de uma tragédia histórica", afirmou.

Até agora, apenas o Ministério do Turismo das Bahamas tinha confirmado uma morte, enquanto o ministro dos Negócios Estrangeiros, Darren Henfield, referiu notícias de numerosos corpos a flutuarem nas ilhas Abacos.

Henfield disse à cadeia televisiva ZNS que as informações sobre os corpos não podiam ser confirmadas oficialmente até que as autoridades se deslocassem ao local e o confirmassem.

O primeiro-ministro tinha declarado antes que as Bahamas estavam "em guerra e a ser atacadas" pelo Dorian, referindo-se aos efeitos do furacão no arquipélago atlântico com cerca de 700 ilhas, das quais à volta de três dezenas são habitadas.

Ruas inundadas, telhados e árvores arrancados: as primeiras imagens dão uma ideia da violência da tempestade.

Cerca de 13 mil casas foram destruídas pela passagem do Dorian.

De acordo com as primeiras avaliações das autoridades e de responsáveis da Cruz Vermelha, cerca de 13.000 casas poderão ter danos ou ficado destruídas.

As autoridades disseram ter recebido um número "enorme" de chamadas de pessoas em casas inundadas.

Hubert Minnis evocou danos "sem precedentes" devido às chuvas torrenciais e aos ventos violentos do Dorian, cuja intensidade alcançou no domingo os 295 quilómetros por hora.

De acordo com o último boletim do Centro Nacional de Furações, emitido às 11:00 locais (16:00 em Lisboa), o Dorian baixou hoje para a categoria 4 da escala Saffir-Simpson, após uma redução dos seus ventos máximos para os 250 quilómetros por hora, mas continua "extremamente perigoso".

Ainda sobre o norte das Bahamas, o furacão dirige-se para norte.

"Deverá mover-se perigosamente para perto da costa leste da Florida até quarta-feira durante a noite e de seguida para perto das costas da Geórgia e Carolina do Sul na noite de quarta-feira e na quinta-feira", indicaram os peritos do NHC.

Na costa dos Estados Unidos, após dias de incerteza acerca do trajeto do furacão, vários estados do sudeste (Florida, Geórgia e Carolina do Sul) ordenaram finalmente a retirada de centenas de milhares de residentes.

Segundo a Cruz Vermelha norte-americana, 19 milhões de pessoas vivem em zonas que podem ser atingidas pelo Dorian.

Esta tarde era notícias que uma das vítimas mortais era ima criança. Segundo a CNN, o Dorian chegou a terra no domingo no norte das Bahamas, como um furacão de categoria 5 pelas 12:40 locais (17:40 em Lisboa), e terá provocado a morte de um menino de 8 anos. A CNN, que cita a imprensa local, refere que o rapaz morreu afogado nas ilhas Ábaco e que uma irmã deste se encontra desaparecida.

Em declarações à Eyewitness News, Ingrid McIntosh, avó das crianças, contou que a filha encontrou o corpo do neto, que terá morrido afogado devido à subida do nível da água.

"Tudo o que posso dizer é que a minha filha ligou de Ábaco e disse que o seu filho - o meu neto - está morto. Não sei o que aconteceu realmente. Acho que ela disse que se afogou", afirmou Ingrid McIntosh.

Cerca de 13 mil casas poderão ter sido danificadas ou destruídas pela força de ventos que atingiram os 300 quilómetros por hora à passagem do furacão Dorian pelas Bahamas, indicou esta segunda-feira a Cruz Vermelha. A força dos ventos arrancou telhados, virou automóveis e derrubou postes de eletricidade, segundo o relato publicado pela agência de notícias Associated Press.

"Não temos ainda uma imagem completa do que aconteceu. Mas é claro que o furacão Dorian teve um impacto catastrófico", declarou Sune Bulow, chefe do centro de operações de emergência da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICR).

De acordo com o Centro Nacional de Furacões dos EUA o Dorian é o "furacão mais violento da história moderna no noroeste das Bahamas".

O furacão provocou "estragos consideráveis" nas ilhas Ábaco e Grande Bahama, de acordo com as primeiras avaliações rápidas das autoridades e responsáveis da Cruz Vermelha no terreno.

Os governadores da Geórgia e da Carolina do Sul já ordenaram a evacuação de toda a costa daqueles dois estados norte-americanos e os Estados Unidos emitiram alerta para a costa este.

Meteorologistas corrigem Trump e dizem que furacão não atingirá o Alabama

Presidente dos EUA disse no Twitter que o Dorian iria atingir de forma severa os estados da Florida, da Carolina do Sul, da Carolina do Norte, da Geórgia e do Alabama, mas o Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos já veio desmentir tais declarações. O furacão Dorian não vai atingir o estado do Alabama.

"O Alabama NÃO vai ter nenhum impacto com o Dorian. Repetimos, não haverá impacto do furação Dorian no Alabama. Será mais a leste", escreveu, no Twitter, o gabinete do Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA, com sede em Birmingham. Precisamente no Alabama.

O Tweet dos meteorologistas surgiu pouco depois de um outro tweet do chefe do Estado norte-americano, no domingo.

Apesar do tweet daquele serviço, o do presidente republicano mantinha-se na sua conta de Twitter ainda esta segunda-feira à tarde.

"A acrescentar a isto, Florida - Carolina do Sul, Carolina do Norte, Geórgia e Alabama serão os que vão ser mais fortemente afetados (muito) mais do que eu antecipei. Parece ser o maior furacão de sempre. Já na categoria 5. TENHAM CUIDADO! DEUS ABENÇOE TODA A GENTE!", escreveu Trump, na sua conta oficial naquela rede social.

Segundo o Centro Nacional de Furacões dos EUA, o Dorian perdeu alguma força esta segunda-feira, embora vá permanecer intenso nos próximos dias, aproximando-se "de uma forma perigosa" da costa leste da Florida entre segunda-feira à noite e quarta-feira à noite.

Estado de emergência em três estados

Entretanto, o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou esta segunda-feira o estado de emergência para a Geórgia, Carolina do Norte e Carolina do Sul, na iminência da chegada do furacão Dorian, que segundo os últimos boletins baixou para a categoria 4.

Trump aprovou a declaração de emergência para o estado da Florida na sexta-feira, devido à proximidade do furação, que na ocasião atingia a categoria 5, a máxima na escala Saffir-Simpson.

A declaração do estado de emergência facilita a disponibilização de fundos governamentais para desastres.

Com esta medida, Trump autoriza o departamento de Segurança Nacional e a Agência Federal de Gestão de Emergências (FEMA) a coordenar todos os esforços se assistência para desastres com o objetivo de minorar as consequências da intempérie.

Na Carolina do Sul, na Geórgia e na Florida um milhão de pessoas receberam ordem para abandonarem as suas casas como forma de precaução.

De acordo com o último boletim do Centro Nacional de Furações (NHC), o Dorian baixou hoje para a categoria 4 da escala Saffir-Simpson, após uma redução dos seus ventos máximos para 155 milhas por hora (250 quilómetros por hora), enquanto permanece sobre o norte do arquipélago das Bahamas.

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