Malásia quer ajuda da Interpol na investigação à morte de Kim Jong-nam

Polícia malaia procura quatro suspeitos norte-coreanos

O chefe da polícia malaia disse hoje que foi pedida ajuda à Interpol para emitir alertas sobre quatro suspeitos norte-coreanos que deixaram a Malásia no dia da morte de Kim Jong-nam, irmão do líder da Coreia do Norte.

Não é claro o que a Interpol pode fazer, já que se acredita que os quatro tenham regressado a Pyongyang e a Coreia do Norte não é membro da Interpol.

Khalid Abu Bakar disse também que não há planos para enviar agentes a Macau para recolher amostras de ADN de Kim, cuja família morava na cidade e para onde se deslocava no dia em que foi morto.

A polícia suspeita de cinco norte-coreanos por envolvimento com o assassínio e procura outros três para serem questionados.

Entre os procurados está o segundo secretário da embaixada de Pyongyang em Kuala Lumpur e um funcionário norte-coreano de uma transportadora aérea.

Hoje a imprensa local avançou que este diplomata despediu quatro compatriotas suspeitos do crime antes de estes fugirem para Pyongyang.

Fontes da polícia disseram ao Channel News Asia que Hyon Kwang Song foi captado por câmaras de segurança do aeroporto de Kuala Lumpur juntamente com os quatro suspeitos.

O funcionário da transportadora aérea estatal Air Koryo, Kim Uk Il, também procurado pelas autoridades malaias, surge acompanhado do grupo nas imagens, que foram gravadas a 13 de fevereiro, dia da morte, indica a mesma fonte.

Khalid diz estar convencido que os quatro suspeitos se encontram em Pyongyang, onde chegaram no dia 17, depois de passarem por Jacarta, Dubai e Vladivostok.

A polícia malaia acredita que os homens também recrutaram as duas mulheres, uma indonésia e uma vietnamita, que alegadamente esfregaram uma substância tóxica na cara de Kim, que terá causado a sua morte minutos depois.

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