Mais de 500 palestinianos em prisões israelitas em greve de fome

Protesto começou por solidariedade a um palestiniano que cumpriu a pena total em junho mas ainda não foi libertado

Mais de 500 palestinianos detidos nas prisões israelitas estão atualmente em greve de fome, tendo iniciado o protesto nos últimos dois meses, disse à agência noticiosa espanhola EFE o presidente do Clube de Presos Palestinianos, Qadura Fares.

"Cerca de 100 deixaram de se alimentar em solidariedade com Bilal Kayed, em detenção administrativa, e mais de 400 estão em greve de fome para protestar contra as condições na prisão e os abusos que sofrem", explicou.

Bilal Kayed foi o detido que iniciou a vaga de greves de fome. Deveria ter sido libertado em junho após cumprir 14 anos de prisão, mas no dia da sua libertação ficou sob detenção administrativa e iniciou a greve de fome, que já se prolonga por 52 dias.

"A sua situação é muito perigosa. Está no Hospital de Barzalei, em Ashkelon (sul de Israel) e, segundo os médicos israelitas, pode morrer a qualquer momento. Permitiram-lhe ver o advogado, mas não a família", disse Fares.

Presos da Frente Popular de Libertação da Palestina foram entrando em greve de fome em apoio a Kayed e, semanas mais tarde, dezenas de presos foram começando também uma greve de fome contra o que consideram o agravamento das suas condições na prisão.

Segundo a organização palestiniana de ajuda aos prisioneiros Adamir, Israel tem detidos 7.000 palestinianos, dos quais mais de 700 estão sob detenção administrativa, ou seja, sem julgamento ou acusação.

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