Trump promete proteger os EUA do "inimigo infame"

Presidente voltou a criticar a justiça norte-americana por recusar a ordem executiva que proibia a entrada de cidadãos de vários países muçulmanos nos EUA

O Presidente norte-americano, Donald Trump, prometeu fazer o que for necessário para proteger os Estados Unidos do "inimigo infame" que trava uma guerra contra inocentes, ao intervir numa cerimónia em Washington no domingo à noite.

"Este derramamento de sangue tem de parar, este derramamento de sangue vai parar", disse Trump num evento de angariação de fundos para o Teatro Ford, em Washington, cenário em 1865 do assassínio do presidente Abraham Lincoln.

"A América apresenta os seus pensamentos e orações, bem como profundas condolências, às vítimas deste massacre ignóbil e renova a determinação, mais forte que nunca, de proteger os Estados Unidos e os seus aliados de um inimigo infame que trava uma guerra contra inocentes há demasiado tempo", afirmou, na primeira intervenção em público sobre os ataques desde a série de mensagens que colocou no Twitter.

"Como Presidente, farei o que for necessário para impedir esta ameaça de chegar às nossas costas e trabalharei todos e cada dia para proteger a segurança do nosso país e do nosso povo", acrescentou.

Esta manhã, o presidente voltou a pedir que seja reestabelecida a polémica ordem executiva que proibia a entrada nos Estados Unidos de cidadãos de vários países muçulmanos, conhecida como o Travel Ban.

"As pessoas, os advogados e os tribunais podem chamar-lhe o que quiserem, mas eu chamo-lhe aquilo de que precisamos e o que é, uma proibição de viajar [e entrar nos EUA]", escreveu Trump no Twitter.

"De qualquer forma estamos a proibir as pessoas de entrarem nos EUA para manter o nosso país seguro. Os tribunais são lentos e políticos", disse o presidente, numa série de tweets em que criticou o departamento de justiça e os tribunais por não aprovarem a ordem executiva que propôs no início do mandato.

Trump disse ter falado com a primeira-ministra britânica, Theresa May, para manifestar o "apoio firme" dos Estados Unidos e para oferecer assistência ao Reino Unido na tarefa de proteger os seus cidadãos e levar os culpados à justiça.

Na série de 'tweets' que publicou a partir de sábado à noite, Trump criticou o presidente da câmara de Londres, Sadiq Khan, afirmando: "Pelo menos sete mortos e 48 feridos em ataque terrorista e o 'mayor' de Londres diz que 'não há razão para alarme'".

Numa mensagem anterior, o presidente norte-americano tinha defendido: "Devemos deixar de ser politicamente corretos e começar a agir pela segurança do nosso povo. Se não formos inteligentes, só ficará pior".

Trump fez os comentários depois dos ataques de sábado à noite na London Bridge e em Borough Market, em Londres, que mataram sete pessoas, além de três atacantes abatidos, e feriram 48.

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