Kremlin espera que os EUA não divulguem detalhes das chamadas entre Trump e Putin

Um denunciante anónimo acusa o presidente dos EUA de pedir ajuda ao presidente ucraniano para interferir nas próximas eleições presidenciais. A declaração foi divulgada pela Comissão dos Serviços Secretos da Câmara dos Representantes.

O porta-voz do Kremlin disse esta sexta-feira esperar que Washington não divulgue detalhes confidenciais dos telefonemas trocados entre o presidente russo Vladimir Putin e o norte-americano Donald Trump. Dmitry Peskov avisa que não é prática diplomática normal divulgar detalhes confidenciais deste tipo de conversas.

Peskov refere-se a uma conversa entre os dois governantes, de 25 de julho, sobre a qual Trump está acusado de solicitar ajuda de Putin para interferir nas presidenciais de 2020. A Comissão dos Serviços Secretos da Câmara dos Representantes dos EUA divulgou, esta semana, a versão de um denunciante que diz ainda que a Casa Branca tentou "ocultar" a chamada.

"No decorrer dos meus deveres oficiais recebi informações de várias fontes no Governo dos EUA de que o presidente dos EUA está a usar o seu poder no cargo para solicitar interferência de um país estrangeiro nas eleições de 2020", lê-se na declaração. O denunciante diz que Donald Trump pediu ao governo ucraniano para investigar as ligações a uma empresa da Ucrânia de Hunter Biden, filho de Joe Biden, um dos favoritos à nomeação democrata para as presidenciais do próximo ano.

A reação do presidente dos EUA não demorou a chegar. "Os democratas estão a tentar destruir o partido republicano e tudo aquilo que este defende. Fiquem unidos e lutem com força, republicanos. O nosso país está em jogo!", apelou.

Como já é habitual, Trump deixou as suas declarações expostas no Twitter, onde nega as acusações de que é alvo. "O presidente da Ucrânia diz que não foi pressionado por mim a fazer nada de errado. Não há melhor testemunho do que este!", reitera.

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