Koweit executa pela primeira vez um membro da família real

Emir não perdou o sheik Fayçal Abdallah Al-Jaber Al-Sabah, que terá assassinado um sobrinho

O Koweit executou na passada quarta-feira por enforcamento sete pessoas, incluindo um membro da família real e três mulheres, condenadas por homicídios premeditados, anunciou a agência Kuna, citada pelas agências internacionais.

Uma das mulheres executadas era de origem koweitiana e tinha sido condenada por incendiar uma tenda na celebração de um casamento, provocando a morte de dezenas de mulheres e crianças.

Os condenados executados eram de nacionalidade koweitiana (dois), egípcia (dois), filipina, etíope e bangladeshiana.

O sheik Fayçal Abdallah Al-Jaber Al-Sabah foi executado depois de condenado pelo homicídio de um outro membro da família real, naquela que parece ter sido a primeira execução de um membro da família real desde que o Koweit se tornou independente, em 1961, escreve o The New York Times.

Segundo a imprensa internacional, o sheik Al-Sabah terá assassinado um sobrinho e, apesar de os motivos do homicídio não terem sido esclarecidos, as autoridades nacionais concluíram que não se tratou de um crime político. Apesar de o emir do Koweit ter o poder de amnistiar, optou por não o fazer neste caso, ao contrário do que era esperado, o que foi visto como um sinal para a família real de que todos os cidadãos são iguais perante a lei.

A Arábia Saudita tomou decisão semelhante no ano passado, tendo as autoridades executado um jovem príncipe condenado, em 2012, pelo assassínio de um compatriota.

Estas foram as primeiras execuções no Koweit desde 2013.

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