Kim Jong-un executa chefe do Estado-Maior do exército

Ri Yong-gil terá sido executado por corrupção e por ter constituído uma nova fação política

O chefe do Estado-Maior do exército da Coreia do Norte terá sido executado no início de fevereiro, avançou hoje a imprensa sul-coreana, recordando que Pyongyang tem vindo a executar vários altos dirigentes do regime.

Ri Yong-gil terá sido executado por corrupção e por ter constituído uma nova fação política, divulgou a agência sul-coreana Yonhap, citando uma fonte próxima das questões norte-coreanas.

Esta informação surge numa altura de forte tensão entre as duas Coreias. O regime de Pyongyang anunciou no domingo ter conseguido colocar um satélite em órbita através do lançamento de um míssil de longo alcance, que a comunidade internacional considera ter sido um ensaio balístico.

Ri Yong-gil era uma presença habitual junto do líder norte-coreano, Kim Jong-un, especialmente em visitas de inspeção a instalações governamentais.

Mas, segundo os mais recentes relatórios dos 'media' oficiais norte-coreanos, o nome do chefe do Estado-Maior do exército já não figurava nos últimos grandes eventos do regime, como foi o caso de uma importante reunião do partido único e das celebrações que assinalaram o lançamento do míssil de longo alcance.

"Esta execução sugere que Kim Jong-un ainda precisa de ter garantias sobre a autoridade que exerce sobre o poderoso exército do seu país", referiu a mesma fonte, citada pela agência Yonhap. "Mostra também que o reinado de terror de Kim continua", acrescentou.

Os serviços secretos sul-coreanos (NIS) em Seul recusaram-se a comentar esta nova informação.

Os rumores de afastamento e da execução de vários altos dirigentes norte-coreanos multiplicaram-se desde a chegada ao poder de Kim Jong-un em finais de 2011. Em maio passado, os serviços secretos sul-coreanos avançaram que o ministro da Defesa norte-coreano, Hyon Yong-chol, tinha sido executado em público com baterias antiaéreas.

Foi divulgado na altura que centenas de funcionários teriam assistido à execução de Hyon Yong-chol, que teria sido visto a dormir num evento militar formal e teria desrespeitado Kim Jong-un em várias ocasiões. A execução nunca foi confirmada, mas Hyon Yong-chol nunca mais foi visto desde a primavera de 2015.

Em finais de 2013, a execução do tio de Kim Jong-un e figura influente do regime, Jang Song-thaek, foi igualmente divulgada, mas desta vez pelos 'media' norte-coreanos. Jang Song-thaek, considerado na altura a segunda figura do regime e mentor de Kim Jong-un, foi acusado de corrupção e de traição, e de levar "uma vida depravada", com drogas e mulheres.

Outras Notícias

Outros conteúdos GMG