Japão junta-se ao grupo liderado pelos EUA e Rússia para salvar trégua

O encontro tem como objetivo estender a toda a Síria a trégua em vigor desde finais de fevereiro, após o recrudescimento dos combates naquele país do Médio Oriente

O Japão vai juntar-se ao grupo liderado pelos EUA e Rússia que na terça-feira se vai reunir com as partes envolvidas no conflito na Síria a fim de salvar o processo de paz, informam hoje os 'media'.

Tóquio vai participar no encontro que terá lugar em Viena, depois de ter recebido um convite por parte dos ministros dos Negócios Estrangeiros da Rússia e dos Estados Unidos, Sergei Lavrov e John Kerry, respetivamente, indicaram fontes diplomáticas à emissora estatal japonesa NHK.

O país asiático juntar-se-á assim à Holanda, Áustria e Austrália, também recentemente convidados para participar no encontro, num total de duas dezenas de países da Europa e da Ásia com influência sobre as partes envolvidas no conflito na Síria.

Washington e Moscovo confirmaram, esta semana, a convocatória da próxima reunião do grupo, no dia 17, na capital austríaca, com o objetivo de estender a toda a Síria a trégua em vigor desde finais de fevereiro, após o recrudescimento dos combates naquele país do Médio Oriente.

O Grupo Internacional de Apoio à Síria (ISSG, na sigla em inglês) também inclui o Irão, a Arábia Saudita, a Turquia, os Emirados Árabes Unidos, Qatar, Egito, Jordânia, Líbano, Iraque, Reino Unido, França e Alemanha, entre outras nações.

O grupo, ao qual também pertencem as Nações Unidas e a Liga Árabe, foi considerado chave para a conquista de um cessar-fogo na Síria em fevereiro.

Contudo, a trégua encontra-se minada desde 22 de abril, quando o regime iniciou uma ofensiva contra Aleppo, a segunda cidade da Síria.

O Japão é membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU e um dos maiores doadores internacionais no domínio de ajuda aos refugiados do conflito sírio.

Além disso, ocupa atualmente a presidência do G7, acolhendo no final deste mês, a cimeira de lideres do grupo, em que a situação da Síria também estará sobre a mesa.

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