Irão quer processar Trump pela morte de general iraniano

"Não há dúvida que a ação militar dos EUA foi um ato de terrorismo", afirmou Gholam Hossein, porta-voz da autoridade judiciária do Irão.

O Irão pretende instaurar um processo criminal contra o presidente dos EUA, Donald Trump, a sua administração e o exército norte-americano pela morte do comandante da força de elite Al-Quds, Qassem Soleimani. A informação foi avançada pela agência iraniana Tasnim, citada pela CNN.

"Não há dúvidas que a ação militar dos Estados Unidos foi um ato de terrorismo", disse o porta-voz da autoridade judiciária iraniana, Gholam Hossein Esmaeili, segundo a agência Tasnim.

"Trump confessou ter ordenado este ato criminoso e essa é a evidência mais forte que um tribunal poderá ter", acrescentou. Esmaeili detalhou que o caso será julgado nos tribunais iranianos, mas também no Iraque, "onde o crime ocorreu" e no Tribunal Penal Internacional.

O porta-voz da autoridade judiciária admitiu que o processo pode ser muito longo, mas, garante, não o país não vai desistir de levar à justiça os responsáveis pela morte do general Qassem Soleimani. "Trump pode até ser chamado após o fim da sua presidência e ser processado de acordo com o artigo 8º da lei pena islâmica", afirmou.

O presidente dos EUA ordenou um ataque aéreo contra o aeroporto internacional de Bagdade na noite de 2 de janeiro, que resultou na morte do comandante da força de elite iraniana Soleimani.

"Por ordem do presidente [Donald Trump], as forças armadas dos Estados Unidos tomaram medidas defensivas decisivas para proteger o pessoal norte-americano no estrangeiro, matando Qassem Soleimani", disse o Departamento de Defesa norte-americano, em comunicado.

Soleimani "já devia ter sido assassinado há muitos anos", diz Trump

O Pentágono afirmou que Soleimani estava "ativamente a desenvolver planos para atacar diplomatas e membros de serviço norte-americanos no Iraque e em toda a região".

Após o ataque, Donald Trump escreveu no Twitter que "o Irão nunca venceu uma guerra, mas nunca perdeu uma negociação e que o general Soleimani já deveria ter sido assassinado "há muitos anos".

"O general Qassem Soleimani matou, ou feriu gravemente, milhares de americanos durante um longo período e tramava matar muitos mais. Era direta e indiretamente responsável pela morte de milhões de pessoas. Ele deveria ter sido assassinado há muitos anos", tweetou Trump.

O Irão que prometera uma vingança "terrível" lançou um ataque contra duas bases militares no Iraque, onde estão posicionadas tropas norte-americanas. Em reação a esta ação militar, o presidente dos EUA garantiu que não houve qualquer baixa americana ou iraquiana. Num discurso feito à nação, Donald Trump garantiu que enquanto for presidente, o Irão não terá a arma nuclear".

O chefe de Estado norte-americano garantiu que os EUA "estão prontos para abraçar a paz com todos os que a procuram".

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