Vinhos portugueses arrecadam 324 medalhas. E metade são de ouro

Na 25ª edição do concurso concorreram 9.080 vinhos de 48 países

Os vinhos de Portugal arrecadaram 324 medalhas, incluindo 17 de Grande Ouro e 115 de Ouro, no prestigiado Concours Mondial de Bruxelles, que decorreu este ano em Pequim, revelou fonte da organização do evento.

A 25.ª edição do Concours Mondial de Bruxelles contou com a participação de 9.080 vinhos, oriundos de 48 países.

As restantes medalhas arrecadadas pelos vinhos portugueses foram de prata.

O número de vinhos portugueses premiados caiu relativamente à edição do ano passado, quando 368 receberam medalhas. Já os vinhos distinguidos com medalhas de Grande Ouro - a mais alta classificação - aumentaram em dois.

Os vinhos foram avaliados por um painel de mais de 330 jurados, nomeadamente escanções, compradores, importadores, jornalistas e críticos de vinho provenientes de todo o mundo

A edição do próximo ano terá lugar em Aigle, na Suíça.

A realização do evento este ano em Pequim representa uma estreia do Concours Mondial de Bruxelles na Ásia e ilustra a crescente importância do mercado chinês para o setor.

Segundo a Organização Internacional da Vinha e do Vinho, a China é já o 5.º país em termos de consumo absoluto de vinho, a seguir aos Estados Unidos, França, Itália e Alemanha.

Existe uma "verdadeira estratégia" e "vontade política" no país asiático para impulsionar o setor do vinho, por motivos "económicos, ambientais e de saúde pública", disse à agência Lusa Thomas Costenoble, diretor do Concours Mondial de Bruxelles.

"O governo quer diminuir o consumo do álcool e, por isso, tem de trazer outras soluções para os consumidores. E ao promover o desenvolvimento da indústria vitícola, consegue também repovoar regiões que estavam praticamente desertas, devido ao abandono de algumas indústrias, nomeadamente a mineração, como é o exemplo da Mongólia interior [noroeste]", explicou.

Na lista dos países europeus que em 2017 exportaram mais vinho para a China, encabeçada pela França, Portugal ficou no 4.º lugar, atrás de Espanha e Itália, segundo dados do centro de pequenas e médias empresas da União Europeia.

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