Venezuela. Chefe de gabinete de Guaidó detido

Agentes dos serviços secretos da Venezuela detiveram durante a madrugada desta quinta-feira, Roberto Marrero, chefe de gabinete do autoproclamado presidente interino. A informação foi confirmada pelo líder do grupo parlamentar do partido de Juan Guaidó

"Esta manhã, o regime de usurpadores invadiu ilegalmente a minha casa e a de Roberto Marrero, chefe de gabinete do presidente Juan Guaidó". A informação foi divulgada, pelo Twitter, por Sergio Vergara, líder parlamentar da Vontade Popular, partido do autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó. Mais tarde, o Serviço Bolivariano de Inteligência (SEBIN), acabaria por deter Marrero, denunciou Vergara.

O próprio Juan Guaidó também denunciou a detenção nas redes sociais e afirmou desconhecer o paradeiro de Roberto Marrero.

O líder parlamentar do partido da oposição ao regime de Nicolás Maduro referiu que, no momento da detenção, Marrero lhe disse que "plantaram" armas na sua casa para o incriminarem. Terão sido "plantadas" duas armas e uma granada.

"Não sabemos do seu paradeiro. Ele deve ser libertado de imediato", reagiu Guaidó na rede social.

Inicialmente, as notícias davam conta da detenção também de Vergara, mas este já disse no Twitter que além de Marrero, quem foi levado foi o seu motorista. Os agentes estiveram na casa de Vergara mas, segundo este, perguntaram por Marrero. Os dois são vizinhos.

"Na minha casa e na de Marrero entraram mais de 40 funcionários do SEBIN com armas grandes e 12 camionetas. A casa de Roberto foi violada. Estiveram mais de três horas nas nossas casas, levaram o Roberto e o meu motorista", escreveu. Numa segunda mensagem nesta rede social, pediu à comissária dos Direitos Humanos da ONU, a ex-presidente chilena Michelle Bachelet, que exija a libertação de ambos. "O regime pretende manchar cidadãos honrados incriminando-os"; concluiu.

Tanto Vergara como Marrero acompanharam Guaidó no seu regresso a Caracas a 4 de março, depois de ter ter saído do país (indo contra uma decisão do tribunal, que o proibira de sair) no dia 23 de fevereiro, durante a ação de tentativa de entrada da ajuda humanitária na Venezuela. Guaidó esteve na Colômbia, no Brasil, no Paraguai, na Argentina e no Equador.

O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, já condenou a detenção de Marrero. "Pedimos a sua libertação imediata. Vamos responsabilizar os envolvidos", escreveu no Twitter.

A TV Venezuela, um canal emitido a partir de Miami, mostrou imagens de como terá alegadamente ficado o interior da casa de Marrero depois das buscas e da detenção do chefe de gabinete de Guaidó.

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