Trump vai impor tarifas a 25% para produtos chineses que valem 50 mil milhões de dólares

"O comércio entre as duas nações é desequilibrado há muito tempo", justificou o presidente dos EUA. China já avisou que a resposta "será imediata"

O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou esta sexta-feira a imposição de taxas aduaneiras de 25% sobre 50.000 milhões de dólares às importações chinesas "que contenham tecnologias muito importantes sobre o plano industrial".

Trump avisou que o país irá impor novas tarifas se a China desencadear medidas de represália

"A minha relação formidável com o Presidente Xi [Jinping] da China e a relação do nosso país com a China são importantes para mim. No entanto, o comércio entre as duas nações é desequilibrado há muito tempo", justificou Trump num comunicado.

A resposta da China "será imediata", avisou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês

O Presidente dos Estados Unidos avisou também que o país imporá novas tarifas se a China desencadear medidas de represália, como a imposição de novas taxas sobre bens norte-americanos, sobre os serviços ou sobre produtos agrícolas.

Segundo o porta-voz do Ministério dos Negócios estrangeiros chinês, Geng Shuang, a resposta da China "será imediata", garantindo que Pequim tomará as medidas necessárias para defender os seus "legítimos direitos e interesses".

A decisão de Trump vai agravar a escalada de tensão comercial entre as duas maiores economias do mundo, tendo a China avisado, antes de o Presidente anunciar a decisão desta sexta-feira, que iria retaliar num valor idêntico ao imposto pelos Estados Unidos, o que está a afetar os mercados financeiros.

Trump já tinha imposto taxas aduaneiras às importações de aço e alumínio do Canadá, México, Europa e Japão

Por outro lado, a decisão surge também no rescaldo da cimeira que envolveu Trump e o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-Un.

Trump já tinha imposto taxas aduaneiras às importações de aço e alumínio do Canadá, México, Europa e Japão, deixando desagradados os aliados norte-americanos.

Ler mais

Exclusivos

Premium

João Almeida Moreira

Bolsonaro, curiosidade ou fúria

Perante um fenómeno que nos pareça ultrajante podemos ter uma de duas atitudes: ficar furiosos ou curiosos. Como a fúria é o menos produtivo dos sentimentos, optemos por experimentar curiosidade pela ascensão de Jair Bolsonaro, o candidato de extrema-direita do PSL em quem um em cada três eleitores brasileiros vota, segundo sondagem de segunda-feira do banco BTG Pactual e do Instituto FSB, apesar do seu passado (e presente) machista, xenófobo e homofóbico.