Trump informou Palestina da intenção de transferir embaixada para Jerusalém

Presidente norte-americano telefonou a Mahmud Abbas

O presidente norte-americano, Donald Trump, telefonou esta terça-feira ao presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmud Abbas, para o informar da intenção de transferir a embaixada dos Estados Unidos em Israel de Telavive para Jerusalém, disse à imprensa o porta-voz de Abbas.

Nabil Abu Rudeina, o porta-voz, acrescentou que Abbas advertiu Trump para "as consequências perigosas" de uma tal decisão para os esforços de paz para o Médio Oriente e para a segurança e estabilidade na região e no mundo.

Rudeina não disse se Trump comunicou a Abbas uma data para a transferência.

Os palestinianos querem que Jerusalém-leste, anexada por Israel em 1967, seja a capital de um futuro Estado da Palestina.

Os países com representação diplomática em Israel têm as embaixadas em Telavive, em conformidade com o princípio, consagrado em resoluções das Nações Unidas, de que o estatuto de Jerusalém deve ser definido em negociações entre israelitas e palestinianos.

Donald Trump telefonou também hoje ao rei da Jordânia, Abdullah II, para o informar da intenção, anunciou o palácio real.

A Jordânia é o guardião dos locais santos muçulmanos de Jerusalém.

Segundo a porta-voz da Casa Branca, Sarah Huckabee Sanders, Donald Trump vai telefonar também hoje ao primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e a outros dirigentes mundiais, que não identificou.

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Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.