Senador Marco Rubio pede expulsão de diplomatas venezuelanos dos EUA

Político republicano disse ainda que os americanos estão preparados para agir no sentido de garantir a segurança dos seus embaixadores

O senador Marco Rubio instigou o Departamento de Estado norte-americano a expulsar os diplomatas indicados por Maduro naquele país. O senador pela Florida pediu ainda que a Administração americana reconheça os embaixadores que venham a ser designados por Juan Guaidó, que se autoproclamou esta quarta-feira presidente interino da Venezuelana.

Depois desta declaração, o chefe de Estado norte-americano, Donald Trump, anunciou imediatamente que reconhece Guidó como presidente e afirmou que o povo venezuelano está farto de sofrer.

O republicano Marco Rubio, de ascendência cubana, considerou ainda que Nicolás Maduro iniciou uma guerra com a comunidade norte-americana mas que não tem "nenhuma possibilidade" de ganhá-la.

E acrescentou que Washington pondera medidas económicas de grande impacto contra Maduro. Sublinhado, contudo, que todas as opções estão sobre a mesa se Maduro decidir usar a violência para reprimir os acontecimentos na Venezuela.

E sobre o facto de Maduro dar 72 horas para que diplomatas abandonarem o país, o republicano diz que não este já não tem qualquer autoridade. Mais: "Que fique claro que estamos preparados para tomar as ações necessárias para garantir a segurança dos nossos diplomatas na Venezuela", escreveu no Twitter.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Opinião

'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?