Pyongyang retira pessoal do gabinete de ligação com Seul após novas sanções dos EUA

Não se sabe se a retirada de pessoal é temporária ou permanente, mas a Coreia do Norte disse não se importar que os representantes de Seul continuem no gabinete, localizado a norte da fronteira.

A Coreia do Norte retirou o seu pessoal do gabinete de ligação com a Coreia do Sul, localizado a norte da fronteira, num revés para os esforços do presidente sul-coreano, Moon Jae-in, de acabar com a hostilidade.

A decisão de Pyongyang surge depois de os EUA terem aplicado novas sanções contra empresas de transporte chinesas, semanas após o falhanço da segunda cimeira entre Kim Jong-un e o presidente norte-americano, Donald Trump.

Segundo o vice-ministro da Unificação sul-coreano, Chun Hae-sung, a decisão de Pyongyang foi anunciada numa reunião do gabinete de ligação esta sexta-feira, com a indicação de que eram "instruções superiores".

Não se sabe se a retirada de pessoal é temporária ou permanente, mas a Coreia do Norte disse não se importar que os representantes de Seul continuem no gabinete, localizado a norte da fronteira.

O gabinete de ligação, o primeiro desde que a península foi dividida em 1945, abriu em setembro do ano passado, tendo sido mais um passo tendo em vista a reconciliação dos dois países - que tecnicamente continuam em guerra. Antes do gabinete, os canais de comunicação funcionavam por telefone e fax.

Sanções norte-americanas

Os EUA aplicaram na quinta-feira novas sanções contra duas empresas de transporte marítimo chinesas que dizem ter ajudado a Coreia do Norte a evadir as sanções aplicadas por causa do seu programa nuclear. São as primeira novas sanções desde o falhanço da cimeira entre Kim Jong-un e Trump, no Vietname.

O Departamento de Tesouro dos EUA também atualizou a lista de 67 navios que diz estarem envolvidos em transferências ilegais de petróleo refinado com a Coreia do Norte ou que terão alegadamente exportado carvão norte-coreano.

As sanções impedem os EUA de fazer negócios com as empresas e congelam os bens que possam ter nos EUA.

A China já protestou contra a decisão.

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