Primeiro-ministro francês confirma suspensão do aumento do preço dos combustíveis

Governo francês cede ao protesto dos "coletes amarelos" e não aumentará as taxas sobre os combustíveis. "Nenhuma taxa pode colocar em perigo a unidade da nação", diz primeiro-ministro.
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O primeiro-ministro francês Édouard Philippe anunciou esta terça-feira que vai suspender por seis meses o aumento das taxas sobre os combustíveis, que iria significar a subida dos preços, na sequência dos protestos do movimento dos "coletes amarelos". "Suspendo por seis meses a aplicação destas medidas fiscais", disse o governante, acrescentando que serão suspensos também por seis meses os aumentos dos preços do gás e eletricidade. "Nenhuma taxa pode colocar em perigo a unidade da nação", sublinhou.

Édouard Philippe deixou no entanto bem claro que "o governo não aceita atos de violência". "Todos os franceses têm o direito a manifestar-se, mas todos eles têm também o direito à segurança", avisou, deixando a garantia de que "os autores dos atos violentos serão procurados e serão punidos. Se houver uma nova jornada de mobilização, ela deverá ser declarada e desenrolar-se com toda a calma", frisou.

O primeiro-ministro admitiu que "agora é tempo de diálogo", mostrando a "convicção profunda de quando os fanceses se reunem acabam por encontrar soluções". "É isto que eu vos proponho que seja feito", disse.

O líder do governo anunciou ainda que irá abrir um amplo debate sobre impostos e despesas públicas entre os dias 15 de dezembro e 1 de março. "Precisamos de mais transparência. O nosso sistema fiscal é bastante complexo e muito criticado. Os franceses não querem aumentos de impostos ou a criação de um novo imposto. Temos de debater qual o nível mais justo dos serviços públicos. Se os impostos caírem, os gastos também têm de diminuir", acrescentou.

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