Paquistão reabre completamente espaço aéreo após escalada militar com a Índia

Após o bombardeamento de um acampamento do grupo terrorista Jaish-e-Mohammed, no Paquistão, ordenado pela Índia, o país fechou o seu espaço aéreo, provocando cancelamentos e desvios de vários voos nacionais e internacionais.

O Paquistão abriu esta terça-feira integralmente o seu espaço aéreo à aviação civil, quase cinco meses após o agravamento da escalada militar com a Índia devido à disputada região de Caxemira. "Com efeito imediato, o espaço aéreo do Paquistão está aberto a todo o tipo de tráfego civil", afirmou a Autoridade de Aviação Civil (AAC) paquistanesa, em comunicado.

O Paquistão fechou o espaço aéreo a 27 de fevereiro, o que provocou o cancelamento de todos os voos nacionais e desviou voos internacionais, tendo as autoridades paquistanesas retomado as operações parcialmente, desde então, em vários aeroportos do país.

A medida foi tomada na sequência da pior escalada militar entre a Índia e o Paquistão em décadas, depois de Nova Deli ter bombardeado, em território paquistanês, um acampamento do grupo terrorista Jaish-e-Mohammed (JeM). O grupo islâmico tinha reivindicado um atentado suicida na Caxemira indiana, que matou pelo menos 40 paramilitares indianos a 14 de fevereiro.

Com o agravamento das tensões, ambos os países efetuaram ataques aéreos, e aviões de guerra travaram um breve combate sobre os céus da disputada região de Caxemira, um ponto de discórdia desde a divisão do império colonial britânico e da criação dos dois países, em 1947.

A subida de tensão entre as duas potências nucleares preocupou a comunidade internacional, que receava um conflito aberto entre os dois vizinhos.

A Índia tem acusado o Paquistão de apoiar o "terrorismo transfronteiriço" e de permitir e de facilitar a operação no seu território de grupos terroristas que visam atacar alvos indianos e fomentar sentimentos separatistas.

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Maria Antónia de Almeida Santos

Uma opinião sustentável

De um ponto de vista global e a nível histórico, poucos conceitos têm sido tão úteis e operativos como o do desenvolvimento sustentável. Trouxe-nos a noção do sistémico, no sentido em que cimentou a ideia de que as ações, individuais ou em grupo, têm reflexo no conjunto de todos. Semeou também a consciência do "sustentável" como algo capaz de suprir as necessidades do presente sem comprometer o futuro do planeta. Na sequência, surgiu também o pressuposto de que a diversidade cultural é tão importante como a biodiversidade e, hoje, a pobreza no mundo, a inclusão, a demografia e a migração entram na ordem do dia da discussão mundial.