Opositor russo em greve de fome na prisão é hospitalizado

Sergei Oudaltsov foi condenado a 30 dias de prisão por queimar retratos de líderes russos

O opositor da extrema-esquerda russa Sergei Oudaltsov, que começou uma greve de fome na prisão após receber uma pena de 30 dias, foi hospitalizado, declarou este domingo um ativista russo dos direitos humanos.

Oudaltsov, que foi condenado por queimar retratos de líderes russos durante um protesto contra o aumento da idade de reforma, "foi hospitalizado por razões médicas", disse o ativista dos direitos humanos Ivan Melnikov, citado pela agência oficial da TASS.

"Um médico mediu a sua tensão na nossa presença, fez uma análise de sangue (...) e decidiu hospitalizá-lo de urgência", disse Melnikov, membro de uma comissão pública de monitorização das prisões públicas, que conseguiu visitar o opositor hoje na prisão.

"Foi imediatamente levado numa ambulância", acrescentou Melnikov.

Sergei Oudaltsov, que já havia estado preso de 2012 a 2016 após manifestações contra o Presidente russo, Vladimir Putin, foi detido nesta terça-feira, julgado e sentenciado a 30 dias de prisão.

O opositor, que descreveu o processo contra si como "arbitrário", entrou imediatamente em greve de fome, recusando-se a comer e a beber.

Os factos que motivaram a sua prisão remontam a 28 de julho, quando dezenas de milhares de russos se manifestaram em toda a Rússia a pedido do Partido Comunista contra um plano para aumentar a idade da reforma.

Sergei Oudaltsov foi libertado em agosto de 2017, após cumprir quatro anos e meio de prisão por ter alegadamente provocado "distúrbios em massa" nos protestos de 06 de maio de 2012, na véspera da posse de Vladimir Putin no seu terceiro mandato presidencial.

O partido do opositor, a Frente de Esquerda, tem encontrado dificuldades para ser ouvido pelos outros partidos da oposição nos últimos anos.

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