Onda de calor atingiu a Sibéria e bate recordes em Inglaterra

O hemisfério norte atingido por uma onda anormal de calor. No Reino Unido há até a previsão de uma tempestade causada pelas altas temperaturas nas próximas horas

Os termómetros dispararam um pouco por todo o hemisfério norte nos últimos dois meses. O calor extremo atingiu zonas que no inverno têm as mais baixas temperaturas do mundo.

Uma dessas zonas do globo é a Sibéria, que no final de junho chegou a ter os termómetros a marcar bem acima dos 30 graus centígrados, cerca de oito graus a mais do que o habitual em anos anteriores.

Mas o Canadá, a Escandinávia, a Irlanda e o Reino Unido também estão a viver situações semelhantes, algo que a comunidade científica internacional relaciona com o aquecimento global, embora defendam que precisam de mais estudos para confirmar essa tese.

Uma das principais consequências destas altas temperaturas têm sido os incêndios que ocorreram na região russa da Sibéria, o Canadá e os Estados Unidos, que segundo a Agência Especial Europeia e a Nasa tiveram consequências alarmantes, sobretudo o que ocorreu na região siberiana. "As consequências dos incêndios foi fazer derreter o gelo marinho no mar Laptev [norte da Rússia] e do permafrost [as camadas de solo ou do fundo do mar permanentemente congeladas] da superfície terrestre e submarina", afirmou o meteorologista norte-americano Nicholas Humphrey em entrevista ao jornal espanhol El País.

Refira-se que neste momento, a Suécia está a contas com vários incêndios, juntando-se ao Reino Unido como os países com maior área ardida nos países da União Europeia neste ano

Tempestade à vista no Reino Unido

A onda de calor no Reino Unido está a preocupar as autoridades, estando previsto que na próxima semana os termómetros atinjam os 35 graus. No entanto, para as próximas horas o calor britânico deverá ser interrompido por uma enorme tempestade, precisamente provocada pelas altas temperaturas.

De acordo com as autoridades, que já emitiram um aviso amarelo, são esperadas chuvas torrenciais no sudeste da Grã-Bertanha, que poderá atingir os 30 metros cúbicos em apenas uma hora, o que representa um valor médio semelhante para toda esta época do ano.

As autoridades britânicas prevêm mesmo que a tempestade provoque o caos no trânsito e até algumas inundações. O temporal já é apelidado de Sexta-feira Frenética, mas é certo que para o fim-de-semana já está previsto que as temperaturas subam a pique, podendo atingir os 30 graus no sul de Inglaterra.

E durante a próxima semana já se prevêm altas temperaturas, que podem atingir valores recorde dos últimos 42 anos no Reino Unido.

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João Gobern

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