Novo recorde: Índia vai lançar de uma vez 104 satélites para o espaço

País quer quebrar o recorde da Rússia, que enviou 39 satélites no ano passado

A Índia prepara-se para quebrar um recorde ao enviar para o espaço 104 satélites ao mesmo tempo. Os satélites serão transportados por um único foguete que será lançado esta quarta-feira.

Segundo um comunicado da Organização Indiana de Pesquisa Espacial (ISRO, sigla em inglês), citado pela AFP, o foguetão Polar deverá descolar a partir da base de Sriharikota. Vai carregar um satélite principal para a observação da Terra que pesa 714 quilos e outros 103 nano satélites que, no total, pesam 664 quilos.

A maioria dos nano satélites são de outros países, como Israel, Cazaquistão, Holanda, Suíça, Emirados Árabes Unidos e Estados Unidos. Só o último país vai mandar 96 nano satélites.

Lançar satélites comerciais para o espaço mediante taxas e pagamentos tornou-se um negócio mais rentável à medida que os serviços de telefone, internet e outras empresas procuram novas formas de comunicar.

Caso a missão corra bem, a Índia vai obter o recorde de primeiro país a lançar tantos satélites de uma só vez e ultrapassar a Rússia, que em 2014 lançou 39 satélites. No ano passado, a Índia lançou um foguete com 20 satélites - 13 deles dos Estados Unidos - juntando-se à corrida espacial comercial.

Em 2013, o país gastou 73 milhões de dólares, cerca de 69 milhões de euros, no envio de um foguete não tripulado para Marte. A Organização Indiana de Pesquisa Espacial anunciou que está a considerar investir em missões para Júpiter e Vénus.

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Maria Antónia de Almeida Santos

Uma opinião sustentável

De um ponto de vista global e a nível histórico, poucos conceitos têm sido tão úteis e operativos como o do desenvolvimento sustentável. Trouxe-nos a noção do sistémico, no sentido em que cimentou a ideia de que as ações, individuais ou em grupo, têm reflexo no conjunto de todos. Semeou também a consciência do "sustentável" como algo capaz de suprir as necessidades do presente sem comprometer o futuro do planeta. Na sequência, surgiu também o pressuposto de que a diversidade cultural é tão importante como a biodiversidade e, hoje, a pobreza no mundo, a inclusão, a demografia e a migração entram na ordem do dia da discussão mundial.