Morreu o primeiro padre espanhol que assumiu homossexualidade

O antigo sacerdote, de 55 anos, foi notícia em 2002 por ter aparecido na revista espanhola "Zero", em 2002, vestido de sacerdote e a dar "graças a Deus por ser gay".

José Mantero, o primeiro sacerdote em Espanha a declarar publicamente que era homossexual em Espanha, morreu este sábado, no hospital de Riotinto, onde se encontrava hospitalizado há uns dias.

O antigo padre, que tinha 55 anos, foi notícia em 2002 por ter aparecido na revista espanhola "Zero", em 2002, vestido de sacerdote e a dar "graças a Deus por ser gay". A revelação levou a que Mantero fosse suspenso pelo Vaticano 'a divinis' e afastado da paróquia de Valverde del Caminho, em Huelva.

De acordo com o jornal El Mundo, José Mantero morreu de uma pericardite, apesar de estar com um prognóstico favorável e de os médicos esperarem que tivesse alta.

Depois de admitir a homossexualidade, o antigo sacerdote criticou a "dupla moral" que existia na Igreja Católica, onde as relações sexuais, tanto heterossexuais como homossexuais são "do mais habitual", segundo dizia. A atitude de José Mantero deu também início a um debate sobre a homossexualidade em Espanha e ajudou ao processo que resultou na legalização do casamento homossexual pelo governo italiano de Zapatero, em junho de 2005.

Depois de cortar relações com a Igreja, o antigo padre começou a dar conferências em Espanha e nos últimos anos dedicou-se à colaboração com editoras e a fazer traduções.

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É procurador no Tribunal de Cascais há 25 anos. Escolheu sempre a área de família e menores. Hoje ainda se choca com o facto de ser uma das áreas da sociedade em que não se investe muito, quer em meios quer em estratégia. Por isso, defende que ainda há situações em que o Estado deveria intervir, outras que deveriam mudar. Tudo pelo superior interesse da criança.