Acordo alcançado na UE não resolve problemas no sistema de asilo

ONG concluiu que o Conselho Europeu "não conseguiu chegar a acordo sobre uma reforma do sistema comum de asilo"

A Oxfam defendeu esta sexta-feira que o acordo sobre migrações alcançado no Conselho Europeu "coloca as responsabilidades em países fora da União Europeia (UE)" e traz consigo "a criação, de facto, de mais centros de detenção de imigrantes".

"Quando mais se necessita da liderança europeia para enfrentar os problemas globais, a UE só responde aos seus problemas internos e não corrige os erros do seu atual sistema de asilo", declarou o assessor para a imigração da organização não-governamental (ONG), Raphael Shilhav, num comunicado.

Shilhav afirmou que um sistema de asilo eficaz e bem gerido "vai muito para além dos centros de desembarque" e é fundamental "para promover a saúde da cultura e economia europeias".

"A política europeia sobre esta questão não deve ser utilizada em jogos políticos entre os Estados-Membros, em detrimento daqueles que mais necessitam. Faz falta um acordo que melhore a vida de todas as pessoas na Europa, sejam estas cidadãos, refugiados ou recém-chegados", disse o representante da Oxfam.

A ONG concluiu que o Conselho Europeu "não conseguiu chegar a acordo sobre uma reforma do sistema comum de asilo" e que, embora acolha favoravelmente qualquer acordo sobre migração, este não deveria ter um impacto negativo sobre os refugiados e os migrantes.

Os líderes da União Europeia chegaram a um acordo, nesta madrugada, para criar voluntariamente nos Estados-membros centros "controlados" para separar os refugiados, com direito de permanecer na UE, dos imigrantes económicos, que seriam devolvidos aos seus países de origem.

Ler mais

Exclusivos

Premium

DN Life

DN Life. «Não se trata o cancro ou as bactérias só com a mente. Eles estão a borrifar-se para o placebo»

O efeito placebo continua a gerar discussão entre a comunidade científica e médica. Um novo estudo sugere que há traços de personalidade mais suscetíveis de reagir com sucesso ao referido efeito. O reumatologista José António Pereira da Silva discorda da necessidade de definir personalidades favoráveis ao placebo e vai mais longe ao afirmar que "não há qualquer hipótese ética de usar o efeito placebo abertamente".