Já são cinco os que querem suceder a May. Hancock é o mais recente candidato

Matt Hancock junta-se a Boris Johnson, Esther McVey, Jeremy Hunt e Rory Stewart na disputa pela liderança do Partido Conservador, que lhe dará o lugar de primeiro-ministro.

Já há cinco candidatos anunciados à sucessão de Theresa May, depois de Matt Hancock, ministro da Saúde, ter declarado que vai disputar a liderança do Partido Conservador britânico.

"Sim. Vou candidatar-me para ser o próximo primeiro-ministro", garantiu Hancock este sábado de manhã em declarações à BBC, citado pelo jornal The Guardian. O governante prometeu ser "um servidor do Parlamento" na concretização de um acordo para o Brexit - uma questão que acabou por destruir a liderança de May.

Hancock, 40 anos, junta-se a uma longa lista de conservadores que possivelmente avançarão para a disputa da liderança do partido - e, consequentemente, do país - incluindo Boris Johnson, Rory Stewart, Andrea Leadsom ou Dominic Raab. Confirmados, para já, estão Boris Johnson, Esther McVey, Jeremy Hunt e Rory Stewart. Já o ministro do Comércio, Liam Fox, colocou-se fora da corrida.

À espreita da sua oportunidade está Boris Johnson, 54 anos, há muito apontado para a liderança do Partido Conservador. O ex-ministro dos Negócios Estrangeiros britânico e antigo presidente da Câmara de Londres foi um dos rostos da campanha pelo Brexit e já ameaçou com um "no deal": "Saímos da UE a 31 de outubro, com ou sem acordo."

Já a deputada Esther McVey, 51 anos, e que deixou a pasta do Trabalho no ano passado, é uma assumida eurocética e uma das interessadas em suceder a Theresa May, com quem mantinha uma divergência na estratégia a seguir para o Brexit. Na última semana propôs uma "agenda radical" para atrair o voto da classe trabalhadora, defendendo cortes à despesa para a cooperação internacional para investir em escolas e na polícia do país.

O atual chefe da diplomacia britânica, Jeremy Hunt, 52 anos, era, tal como May, um defensor do Remain (permanecer na União Europeia), tendo até chegado a defender um novo referendo sobre o acordo de Brexit. Uma ideia que agora rejeita, indo até mais longe, afirmando - tal como o seu antecessor nos Negócios Estrangeiros - que pode haver uma saída sem acordo em cima da mesa.

Rory Stewart, 46 anos, é outro governante que se candidata. O responsável pela pasta do Desenvolvimento Internacional já disse que não poderá servir num governo liderado por Boris Johnson. E sugeriu que Johnson o enganou sobre um Brexit sem acordo.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Margarida Balseiro Lopes

Legalização do lobbying

No dia 7 de junho foi aprovada, na Assembleia da República, a legalização do lobbying. Esta regulamentação possibilitará a participação dos cidadãos e das empresas nos processos de formação das decisões públicas, algo fundamental num Estado de direito democrático. Além dos efeitos práticos que terá o controlo desta atividade, a aprovação desta lei traz uma mensagem muito importante para a sociedade: a de que também a classe política está empenhada em aumentar a transparência e em restaurar a confiança dos cidadãos no poder político.

Premium

Viriato Soromenho Marques

Erros de um sonhador

Não é um espetáculo bonito ver Vítor Constâncio contagiado pela amnésia que tem vitimado quase todos os responsáveis da banca portuguesa, chamados a prestar declarações no Parlamento. Contudo, parece-me injusto remeter aquele que foi governador do Banco de Portugal (BdP) nos anos críticos de 2000-2010 para o estatuto de cúmplice de Berardo e instrumento da maior teia de corrupção da história portuguesa, que a justiça tenta, arduamente, deslindar.

Premium

João Taborda da Gama

Por que não votam os açorianos?

Nesta semana, os portugueses, a ciência política em geral, e até o mundo no global, foram presenteados com duas ideias revolucionárias. A primeira, da lavra de Rui Rio, foi a de que o número de deputados do Parlamento fosse móvel tendo em conta os votos brancos e nulos. Mais brancos e nulos, menos deputados, uma versão estica-encolhe do método de Hondt. É a mesma ideia dos lugares vazios para brancos e nulos, que alguns populistas defendem para a abstenção. Mas são lugares vazios na mesma, medida em que, vingando a ideia, havia menos pessoas na sala, a não ser que se fizesse no hemiciclo o que se está a fazer com as cadeiras dos comboios da ponte, ou então que nestes anos com mais brancos e nulos, portanto menos deputados, se passasse a reunir na sala do Senado, que é mais pequenina, mais maneirinha. A ideia é absurda. Mas a esquerda não quis ficar para trás neste concurso de ideias eleitorais e, pela voz do presidente do Governo Regional dos Açores, Vasco Cordeiro, chega-nos a ideia de incentivar votos com dinheiro.