Homem esfaqueia pessoas em Paris. Dois mortos e quatro feridos

Atacante é uma das vítimas mortais. Estado Islâmico reivindica ataque que aconteceu nas proximidades da Opéra Garnier

Um homem esfaqueou várias pessoas em ruas de Paris, este sábado à noite, no 2.º bairro da capital francesa, nas proximidades da Ópera Garnier, avança o jornal Le Parisien, antes de ser abatido a tiro pela polícia.

Segundo agências internacionais, pouco depois dos acontecimentos terem tido lugar, o Daesh reivindicou o ataque através da sua agência Amaq, qualificando o agressor de "soldado do Estado islâmico". A informação não foi confirmada por nenhuma fonte independente.

De acordo com fontes policiais citadas por este jornal, duas pessoas foram mortas, incluindo o atacante, e outras quatro ficaram feridas. Inicialmente o Le Parisien indicou oito feridos, citando as fontes da polícia.

Dois dos feridos estão em estado grave, tendo sido esfaqueados na garganta. A vítima mortal é um homem de 29 anos. Já o atacante é um homem na casa dos 20 anos, mas que não tinha consigo qualquer identificação. As suas impressões digitais foram recolhidas pelas forças policiais no local.

Segundo o jornal, o ataque ocorreu numa zona conhecida pelos seus muitos restaurantes, na rue St. Augustine . Vários vídeos colocados nas redes sociais mostravam pessoas a fugirem pelas ruas do bairro.

No Twitter, o ministro do Interior, Gérard Collomb, "elogiou o sangue frio e a capacidade de resposta das forças policiais que neutralizaram o agressor". E acrescentou: "Os meus primeiros pensamentos vão para as vítimas deste ato hediondo."

[atualizado às 00.15 com a reivindicação do Daesh e a correção do número de feridos]

Ler mais

Exclusivos

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.

Premium

Rogério Casanova

Três mil anos de pesca e praia

Parecem cagalhões... Tudo podre, caralho... A minha sanita depois de eu cagar é mais limpa do que isto!" Foi com esta retórica inspiradora - uma montagem de excertos poéticos da primeira edição - que começou a nova temporada de Pesadelo na Cozinha (TVI), versão nacional da franchise Kitchen Nightmares, um dos pontos altos dessa heroica vaga de programas televisivos do início do século, baseados na criativa destruição psicológica de pessoas sem qualquer jeito para fazer aquilo que desejavam fazer - um riquíssimo filão que nos legou relíquias culturais como Gordon Ramsay, Simon Cowell, Moura dos Santos e o futuro Presidente dos Estados Unidos. O formato em apreço é de uma elegante simplicidade: um restaurante em dificuldades pede ajuda a um reputado chefe de cozinha, que aparece no estabelecimento, renova o equipamento e insulta filantropicamente todo o pessoal, num esforço generoso para protelar a inevitável falência durante seis meses, enquanto várias câmaras trémulas o filmam a arremessar frigideiras pela janela ou a pronunciar aos gritos o nome de vários legumes.