Herdou uma casa e descobriu 100 quilos de ouro

Tesouro estava escondido em várias divisões da casa

Herdar uma casa senhorial a cerca de 100 quilómetros de Paris já era bom. Mas encontrar lá dentro 100 quilos de ouro isso então é fenomenal. Terá sido isto que terá passado pela cabeça ao protagonista desta história. Desconhece-se a sua identidade, mas sabe-se que ficou surpreendido e mais rico.

O homem herdou uma casa na comuna francesa de Evreux, tendo descoberto depois no seu interior cinco mil peças de ouro, duas barras de ouro de 12 quilos e 37 lingotes de um quilo. Segundo contou o responsável da leiloeira que tinha a responsabilidade do imóvel ao Le Figaro, toda aquela quantidade de ouro estava bem escondida em vários locais "debaixo de móveis, sob pilhas de roupa na casa de banho". O próprio, conforme confessou, não deu pela fortuna quando fez uma visita à casa para fazer uma avaliação.

Todo o ouro havia sido legalmente adquirido entre 1950 e 1960, tendo sido encontrados os respetivos certificados de autenticidade. Acabou por ser leiloado. Mais do que o herdeiro, diz o jornal, o fisco poderá vir a ser um grande beneficiário.

Ler mais

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.

Premium

Rogério Casanova

Três mil anos de pesca e praia

Parecem cagalhões... Tudo podre, caralho... A minha sanita depois de eu cagar é mais limpa do que isto!" Foi com esta retórica inspiradora - uma montagem de excertos poéticos da primeira edição - que começou a nova temporada de Pesadelo na Cozinha (TVI), versão nacional da franchise Kitchen Nightmares, um dos pontos altos dessa heroica vaga de programas televisivos do início do século, baseados na criativa destruição psicológica de pessoas sem qualquer jeito para fazer aquilo que desejavam fazer - um riquíssimo filão que nos legou relíquias culturais como Gordon Ramsay, Simon Cowell, Moura dos Santos e o futuro Presidente dos Estados Unidos. O formato em apreço é de uma elegante simplicidade: um restaurante em dificuldades pede ajuda a um reputado chefe de cozinha, que aparece no estabelecimento, renova o equipamento e insulta filantropicamente todo o pessoal, num esforço generoso para protelar a inevitável falência durante seis meses, enquanto várias câmaras trémulas o filmam a arremessar frigideiras pela janela ou a pronunciar aos gritos o nome de vários legumes.