'Hackers' norte-coreanos terão roubado planos de guerra da Coreia do Sul e EUA

Entre os documentos estaria também um plano para assassinar o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un.

Piratas informáticos norte-coreanos terão conseguido roubar documentos militares secretos e confidenciais da Coreia do Sul, incluindo planos de guerra contra o vizinho do norte desenhados por Seul e pelos EUA. O alerta veio de um deputado sul-coreano, Rhee Cheol-hee, que cita informação do ministério da Defesa - o ministério, no entanto, não comenta as alegações.

Segundo o deputado do partido do poder, citado na BBC, os piratas acederam a planos de contingência em caso de guerra, bem como a informação sobre a infraestrutura militar e energética do país.

Rhee Cheol-hee disse que foram roubados 235 gigas de documentos em setembro do ano passado. Em maio, a Coreia do Sul admitiu que tinha sido alvo de um ciberataque de Pyongyang, mas não forneceu mais detalhes.

Entre os documentos estaria também um plano para assassinar o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un.

As revelações surgem numa altura em que a tensão entre Pyongyang e Seul, e sobretudo com Washington, tem estado em crescendo. A 11 de setembro, o Conselho de Segurança da ONU aprovou, por unanimidade, um novo conjunto de sanções contra a Coreia do Norte, em resposta ao último lançamento de um míssil norte-coreano que sobrevoou o território do Japão.

Ler mais

Exclusivos

Premium

João Gobern

País com poetas

Há muito para elogiar nos que, sem perspectivas de lucro imediato, de retorno garantido, de negócio fácil, sabem aproveitar - e reciclar - o património acumulado noutras eras. Ora, numa fase em que a Poesia se reergue, muitas vezes por vias "alternativas", de esquecimentos e atropelos, merece inteiro destaque a iniciativa da editora Valentim de Carvalho, que decidiu regressar, em edições "revistas e aumentadas", ao seu magnífico espólio de gravações de poetas. Originalmente, na colecção publicada entre 1959 e 1975, o desafio era grande - cabia aos autores a responsabilidade de dizerem as suas próprias criações, acabando por personalizá-las ainda mais, injectando sangue próprio às palavras que já antes tinham posto ao nosso dispor.