Grécia sem tréguas. Depois das chamas, as cheias

Centenas de pessoas ficaram presas dentro de carros e casas. As chuvas inundaram Mati, a aldeia costeira onde morreram mais pessoas nos incêndios de segunda-feira

Três dias depois dos fogos mais devastadores dos últimos dez anos na Grécia, que já causaram 85 vítimas mortais, de acordo com o último balanço, o país enfrenta agora as cheias causadas por uma tempestade que se abateu sobre a região de Ática, onde fica a capital do país, Atenas, e aquela que mais sofreu com os incêndios.

As águas inundaram estradas e deixaram as pessoas presas dentro dos carros. Os serviços de bombeiros disseram que receberam pelo menos 140 chamadas de motoristas aflitos, porque não conseguiam sair dos veículos. Segundo a AFP, as zonas mais atingidas foram Maroussi, Vrilissia e Kifissia. Cerca de 160 moradores ficaram presos em casa por causa das cheias.

Um porta-voz da proteção civil grega disse que "dezenas de carros ficaram presos em várias estradas principais" ao início da tarde desta quinta-feira, embora o trânsito já esteja, gradualmente, a voltar ao normal.

Algumas estradas foram fechadas em Kifissia e Nea Erithrea devido às inundações, nomeadamente a ponte Erymanthou, em Kifissia, e a estrada nacional que liga Atenas a Lâmia.

As fortes chuvas inundaram a aldeia costeira de Mati, a zona onde mais pessoas morreram a fugir das chamas esta segunda-feira, quando os incêndios consumiram casas e hotéis.

O Ministério da Defesa grego disse que o Exército foi chamado para remover detritos e cavar canais de drenagem para evitar inundações na área devastada pelos fogos.

De acordo com o serviço meteorológico nacional, são esperadas chuvas e tempestades para esta quinta-feira em muitas regiões da Grécia, incluindo a região de Ática e Tessalônica, onde morreram 16 pessoas nas inundações de novembro do ano passado.

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