Etiópia. Pilotos seguiram recomendações da Boeing mas não conseguiram "evitar queda livre"

Relatório oficial divulgado esta quinta-feira de manhã garante que pilotos seguiram os procedimentos do fabricante, mas não conseguiram controlar a aeronave.

Os pilotos do Boeing 737 Max-8 das Linhas Aéreas da Etiópia que se despenhou a 10 de março seguiram "repetidamente" os procedimentos recomendados pelo fabricante norte-americano, segundo o primeiro relatório oficial sobre o acidente, não conseguindo "evitar a queda livre" da aeronave.

Este documento foi apresentado na manhã desta quinta-feira pelo ministro dos Transportes da Etiópia, Dagmawit Moges, que sublinhou não terem os pilotos "conseguido controlar a aeronave".

O avião caiu seis minutos depois da descolagem do aeroporto de Addis Abeba, tendo morrido as 157 pessoas que seguiam a bordo. Este foi o segundo acidente com um Boeing 737 Max em cinco meses. Em outubro do ano passado, o voo JT 610 da Lion Air tinha caído no mar perto da Indonésia tendo morrido 189 pessoas.

"A tripulação realizou todos os procedimentos repetidamente [que foram] fornecidos pelo fabricante, mas não foram capazes de controlar a aeronave", disse Moges na conferência de imprensa que teve lugar na capital da Etiópia.

Em comunicado, o presidente-executivo da Ethiopian Airlines, Tewolde GebreMariam, disse estar "muito orgulhoso" do "alto nível de desempenho profissional" dos pilotos.

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