Encontrado submarino nazi desaparecido durante a II Guerra Mundial

O submarino alemão U-3523 desapareceu durante o conflito, o que levou a especular-se que teria fugido para a América do Sul cheio de tesouros

Volvidos 73 anos, ainda se continuam a revelar mistérios da II Guerra Mundial. Um deles era o que teria acontecido ao submarino alemão U-3523 desaparecido a 6 de maio de 1945, e que agora foi encontrado a norte da Dinamarca, submerso a 123 metros de profundidade.

Muito se especulou sobre o seu destino. Segundo o Sea WarMuseum da Dinamarca, que deu a notícia do achado através de um comunicado no seu site, no dia anterior ao desaparecimento da embarcação, as forças alemãs na Dinamarca haviam se rendido. Logo, este não estaria em guerra, mas provavelmente iria em fuga.

Depois da guerra, houve muitos rumores sobre os principais nazis terem fugido em submarinos com espólios do conflito. Sendo na altura o U-3523 a embarcação mais avançada, era legítimo imaginar-se que este teria fugido carregado de tesouros para a América do Sul.

"Tem havido muita conversa sobre o ouro dentro do submarino e o facto de que ele deixou a Alemanha depois do fim da guerra", disse Gert Normann Andersen, diretor do museu, citado pelo ABC .

Porém, não foi isso que aconteceu. Segundo o comunicado, a embarcação terá sido afundada, enquanto se dirigia para o país escandinavo, por um Libertador Britânico B24. A bordo seguia uma tripulação de 58 pessoas. Todos morreram.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Opinião

'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?

Premium

Adriano Moreira

A crise política da União Europeia

A Guerra de 1914 surgiu numa data em que a Europa era considerada como a "Europa dominadora", e os povos europeus enfrentaram-se animados por um fervor patriótico que a informação orientava para uma intervenção de curto prazo. Quando o armistício foi assinado, em 11 de novembro de 1918, a guerra tinha provocado mais de dez milhões de mortos, um número pesado de mutilados e doentes, a destruição de meios de combate ruinosos em terra, mar e ar, avaliando-se as despesas militares em 961 mil milhões de francos-ouro, sendo impossível avaliar as destruições causadas nos territórios envolvidos.