Diretora de infantário chinês despedida após dança do varão no início do ano letivo

Mulher pretendia ensinar uma nova coreografia às crianças, afirmou

As autoridades da cidade de Shenzhen, sul da China, anunciaram esta quarta-feira a demissão da diretora de um infantário local após esta ter incluído a dança do varão na festa de início do ano letivo.

"O objetivo era ensinar às crianças um novo tipo de dança", explicou Lai Rong, a responsável pelo infantário Xinshahui, citada pela imprensa local.

Vídeos e fotografias registados pelos pais, e que se tornaram virais na Internet chinesa, mostram uma mulher de calções pretos, blusa decotada e salto alto a fazer acrobacias num varão, para uma plateia composta por crianças.

"As crianças são muito simples, não terão tido pensamentos complexos sobre o espetáculo", garantiu Lai.

"Eles apenas acham fantástico que alguém consiga fazer aqueles movimentos", disse.

As cerimónias do início do ano letivo na China são normalmente solenes e incluem o hastear da bandeira nacional da República Popular da China, ao som do hino do país.

Neste caso, a bandeira chinesa foi hasteada no próprio varão.

Segundo relatos dos pais, em julho passado, a mesma escola recebeu dez dias de "atividades militares", que incluíram exibições de metralhadoras e morteiros à entrada do estabelecimento.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Rosália Amorim

"Sem emoção não há uma boa relação"

A frase calorosa é do primeiro-ministro António Costa, na visita oficial a Angola. Foi recebido com pompa e circunstância, por oito ministros e pelo governador do banco central e com honras de parada militar. Em África a simbologia desta grande receção foi marcante e é verdadeiramente importante. Angola demonstrou, para dentro e para fora, que Portugal continua a ser um parceiro importante. Ontem, o encontro previsto com João Lourenço foi igualmente simbólico e relevante para o futuro desta aliança estratégica.

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.