Chinês julgado por manter casamentos com três mulheres

Chinês que mantinha três casamentos alegou em tribunal não saber que era proibido. Agora pode ser condenado a uma pena de até dois anos de prisão. Diz que ficará a viver com quem o perdoar.

Um tribunal no leste da China julgou por poligamia um agente imobiliário que se casou com três mulheres, em três anos, e conseguiu que morassem a menos de um quilómetro umas das outras. O homem, de 36 anos e natural da província de Henan, centro do país, vivia na cidade de Kunshan, em Jiangsu, e duas das três mulheres tinham sido suas clientes.

Identificado pelo tribunal como Zhang, o homem casou com a primeira mulher em Kunshan, em 2015. O segundo casamento foi na sua cidade natal, em Henan, e o terceiro na cidade natal da mulher, na província de Anhui. O crime não foi imediatamente descoberto porque as autoridades dos Assuntos Civis destas províncias não partilham do mesmo banco de dados, segundo a imprensa de Jiangsu.

Zhang ganhava vários milhares de euros por mês e sustentava todas as suas três "famílias", segundo relatos da imprensa. que conta que arranjou forma de as três esposas viverem num raio de cerca de um quilómetro e conseguia passar tempo com as três, enquanto fingia viajar em trabalho. Durante três anos, Zhang conseguiu segurar os três relacionamentos, uma situação que o deixou "cansado", admitiu em tribunal.

"Eu gostava dele porque era um homem de palavra: cuidava bem do seu negócio e era muito carinhoso e cuidava de mim onde quer que eu fosse", afirmou a sua segunda esposa, identificada pelo tribunal como Chen. A terceira esposa disse que o homem lhe ligava e enviava mensagens frequentemente.

Mas o esquema de Zhang começou a desmoronar-se em março de 2017, quando a sua segunda esposa encontrou mensagens íntimas entre ele e outra mulher. Quando ele lhe disse que ia viajar em negócios, ela seguiu-o até um complexo residencial vizinho e apanhou-o com a primeira esposa.

Numa outra ocasião, Chen notou que Zhang estava constantemente a rejeitar uma chamada. Ela memorizou o número e entrou mais tarde em contacto, descobrindo que o destinatário era a terceira mulher, grávida de um filho de Zhang.

A primeira esposa divorciou-se de Zhang. As outras duas denunciaram-no à polícia, em março passado. Em novembro passado, Zhang foi acusado de poligamia, uma ofensa criminal na China punível com até dois anos de prisão.

Zhang alegou em tribunal não saber que manter vários casamentos constituía crime. "Eu vou viver com quem me perdoar e me receber depois de eu cumprir com a minha pena", disse.

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