Bruxelas propõe criação de agência europeia contra ciberataques

Comissão Europeia quer dotar a Europa de instrumentos adequados para lidar com os ciberataques

A Comissão Europeia propôs hoje a criação da Agência da União Europeia (UE) para a Cibersegurança para melhorar a resposta e a prevenção contra ameaças através das tecnologias digitais na União Europeia.

Para dotar a Europa de instrumentos adequados para lidar com os ciberataques, a Comissão Europeia propôs medidas destinadas a reforçar o setor da cibersegurança na UE e que incluem a criação da Agência da UE para a Cibersegurança e ainda de um novo sistema europeu de certificação que garanta que os produtos e serviços no mundo digital são seguros.

A agência terá por base a atual Agência para a Segurança das Redes e da Informação e receberá um mandato permanente para ajudar os Estados-membros a prevenirem e a responderem eficazmente aos ciberataques.

A agência terá como missão melhorar o grau de preparação da UE para reagir através da organização de exercícios anuais de cibersegurança a nível europeu e garantirá uma melhor partilha de informações e conhecimentos sobre ameaças, por intermédio da criação de centros de partilha e análise de informações.

Por outro lado, contribuirá para criar e aplicar o quadro de certificação à escala da UE que a Comissão propõe para garantir que os produtos e os serviços são ciberseguros.

Por seu lado, o reforço da capacidade da UE para a cibersegurança passará, segundo a proposta, pela criação do Centro Europeu de Investigação e de Competências em matéria de Cibersegurança, um projeto-piloto a ser lançado no próximo ano.

Ler mais

Exclusivos

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.

Premium

Rogério Casanova

Três mil anos de pesca e praia

Parecem cagalhões... Tudo podre, caralho... A minha sanita depois de eu cagar é mais limpa do que isto!" Foi com esta retórica inspiradora - uma montagem de excertos poéticos da primeira edição - que começou a nova temporada de Pesadelo na Cozinha (TVI), versão nacional da franchise Kitchen Nightmares, um dos pontos altos dessa heroica vaga de programas televisivos do início do século, baseados na criativa destruição psicológica de pessoas sem qualquer jeito para fazer aquilo que desejavam fazer - um riquíssimo filão que nos legou relíquias culturais como Gordon Ramsay, Simon Cowell, Moura dos Santos e o futuro Presidente dos Estados Unidos. O formato em apreço é de uma elegante simplicidade: um restaurante em dificuldades pede ajuda a um reputado chefe de cozinha, que aparece no estabelecimento, renova o equipamento e insulta filantropicamente todo o pessoal, num esforço generoso para protelar a inevitável falência durante seis meses, enquanto várias câmaras trémulas o filmam a arremessar frigideiras pela janela ou a pronunciar aos gritos o nome de vários legumes.