Inglesa processa escola por obrigar o filho a usar um colete amarelo por ser autista

Uma mãe britânica processou a escola onde o filho andou, por o obrigarem a usar um colete fluorescente por ser autista. Era a forma dos colegas o identificarem no recreio.

Joanne Logan vive em Hillingdon,​​ Londres, e é mãe de cinco crianças, três das quais autistas. Charlie, o mais novo, com sete anos, andava na Cherry Lane Primary School e, segundo a mãe, foi obrigado a usar um colete fluorescente para ser identificado como autista, noticiaram media britânicos como a ITV News.

Protestou junto da direção escolar, tirou o filho da escola, mas decidiu não ficar por aí, tamanha é a sua indignação. Denunciou o caso nas redes sociais e decidiu recorrer aos tribunais. Argumenta que não foi informada da decisão, que considera "repugnante e discriminatória", e que só teve conhecimento porque o filho lhe contou o mau estar que sentia ao vestir o colete.

Seria a forma de identificarem o rapaz no recreio, uma vez que as outras crianças se queixavam que ele lhes batia. A direção escolar nega que tenha feito discriminação, mas Charlie diz que era o único que usava o colete no recreio.

Num vídeo que Joanne colocou no Facebook, Charlie conta: "Fui forçado a usar um colete amarelo no recreio, senti-me muito mal e não o queria fazer, todos apontavam para mim, era o único a ter o colete".

Os representantes da escola esperam que a queixa não seja aceite uma vez que não foi apresentada dentro do prazo, mas a mãe e os seus advogados não pensam desistir.

Joanne Logan justificou à imprensa inglesa que pode não ganhar o processo, mas espera que evitar que outras crianças passem pelo mesmo.

Tirou Charlie da escola, tentou sem êxito outros estabelecimentos escolares e, agora, a própria dá aulas ao filho em casa.

Entretanto, lançou uma campanha de crowdfunding para financiar o processo na justiça.

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