Índia confirma a morte de 39 homens sequestrados pelo Estado Islâmico em 2014

Foi confirmada, esta terça-feira, a morte de 39 operários indianos, sequestrados no Iraque pelo Estado Islâmico, em 2014. Os corpos dos trabalhadores foram encontrados numa vala comum, perto de Mossul

O Governo indiano confirmou, esta terça-feira, a morte de 39 cidadãos indianos, que foram sequestrados no Iraque em 2014 pelo Estado Islâmico (EI ou ISIS).

Apesar de doloroso, as famílias vão recuperar os corpos depois de mais de três anos. Talvez isto alivie as famílias enlutadas

Os corpos dos operários indianos de construção civil foram encontrados numa vala comum, em Badush, perto da cidade de Mossul, Iraque, e identificados após exames de ADN, informou a ministra dos Negócios Estrangeiros da Índia, Sushma Swaraj. Os testes foram feitos em Bagdade, capital do Iraque.

"Apesar de doloroso, as famílias vão recuperar os corpos depois de mais de três anos. Talvez isto alivie as famílias enlutadas", disse a governante.

Em julho do ano passado, a ministra Sushma Swarai recusou-se a admitir a morte dos 39 cidadãos indianos sequestrados pelo grupo extremista sem ter "provas concretas"

A maioria dos operários era de Punjab, no norte da Índia. Estavam a trabalhar em vários projetos perto do local onde foram encontrados. O Estado Islâmico foi acusado de executar, pelo menos, 500 pessoas na mesma zona, em 2014.

"Este é um crime hediondo levado a cabo por grupos terroristas do EI", disse Najiha Abdul-Amir al-Shimari, o responsável do governo iraquiano que lidera um departamento encarregue de lidar com as mortes no combate ao EI.

Os corpos foram enterrados perto da fronteira de Badush, a nordeste de Mossul, uma área que as forças do Iraque reocuparam em julho.

Os familiares contaram, na altura, que receberam telefonemas dos trabalhadores cinco dias depois de Mossul ter sido ocupada pelo EI, pedindo ajuda

Estes cadáveres são "cidadãos do nosso aliado Estado da Índia, e a sua dignidade devia estar protegida, mas as forças do mal querem difamar os princípios do Islão", vincou Najiha.

Os trabalhadores, que foram raptados, trabalhavam para uma empresa de construção perto de Mossul quando os militantes ocuparam a área.

Os familiares contaram, na altura, que receberam telefonemas dos trabalhadores cinco dias depois de Mossul ter sido ocupada pelo EI, pedindo ajuda.

Cerca de 10 mil indianos viviam e trabalhavam no Iraque nessa altura.

As autoridades usaram um radar para confirmar que se tratava de uma vala comum, e depois exumaram os corpos

As operações de busca levaram os investigadores até um monte perto de Badush, onde os residentes disseram que os corpos tinham sido queimados pelo EI, disse hoje a ministra dos Negócios Estrangeiros da Índia, numa declaração no Parlamento.

Sushma Swaraj explicou que as autoridades usaram um radar para confirmar que se tratava de uma vala comum, e depois exumaram os corpos.

Em julho do ano passado, a ministra Sushma Swarai recusou-se a admitir a morte dos 39 cidadãos indianos sequestrados pelo grupo extremista sem ter "provas concretas". "Não vou cometer esse pecado", disse, na altura. Uma posição que originou críticas. Shashi Tharoor, membro do Partido do Congresso acusou o governo de dar "falsas esperanças à nação" ao não admitir mais cedo a morte dos trabalhadores. "Foi um comportamento dececionante", defendeu.

Sushma Swarai informou que o ministro de Estado e das Relações Exteriores, VK Singh, vai deslocar-se ao Iraque para recuperar os restos mortais dos trabalhadores de construção civil.

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